O estado de São Paulo chegou a 28 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo balanço epidemiológico divulgado nesta terça-feira (1º) pela Secretaria de Estado da Saúde. Dois novos casos foram identificados na capital: uma criança com menos de 1 ano e uma mulher na faixa dos 40 anos.
Do total registrado no Estado, 25 casos ocorreram na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Segundo a Secretaria da Saúde, 20 pessoas não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
A situação é acompanhada pela vigilância epidemiológica estadual e pelos municípios. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) mantém uma área específica para atualizações sobre os casos, medidas de controle e orientações relacionadas ao sarampo.
Quatro cadeias de transmissão
De acordo com a Secretaria da Saúde, quatro cadeias de transmissão do sarampo foram identificadas no Estado ao longo de 2026.
A primeira ocorreu entre março e abril e esteve relacionada a dois casos importados da doença. Essa cadeia foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros associados.
Outras três cadeias foram identificadas posteriormente, nos meses de junho, julho e agosto. Essas ocorrências continuam sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância epidemiológica estadual e municipais.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. A transmissão ocorre principalmente por meio de secreções respiratórias eliminadas durante a fala, tosse ou espirro. A vacinação é considerada a principal medida de prevenção e controle da doença.
Campanha termina, mas vacinação continua
Também nesta terça-feira terminou a Campanha de Multivacinação, realizada em todo o Estado para atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
A estratégia ampliada de vacinação contra o sarampo também chegou ao fim nos três municípios que registraram casos: São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
O encerramento das campanhas, porém, não significa o fim da vacinação contra o sarampo. As doses continuam disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), seguindo as recomendações do calendário de vacinação de rotina.
Durante o mês de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde informou ter registrado mais de 2,5 milhões de doses aplicadas. Somente na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, foram aplicadas aproximadamente 2,4 milhões de doses.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo
O esquema de vacinação varia conforme a idade e a situação registrada na caderneta.
Crianças
- Aos 12 meses, devem receber a primeira dose da vacina que protege contra o sarampo.
- Aos 15 meses, devem receber a segunda dose.
Pessoas de 15 meses a 29 anos
Devem ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas na caderneta, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Pessoas de 30 a 59 anos
Devem ter pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo registrada.
Trabalhadores da saúde
Devem comprovar duas doses da vacina contra o sarampo, independentemente da idade. Essa recomendação também consta nas orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica paulista.
Dose zero para bebês
Uma estratégia específica continua em vigor para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Nesses locais, os bebês podem receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral, diante do cenário epidemiológico atual. A dose também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
A dose zero não substitui as doses previstas no calendário regular. Mesmo que a criança receba a vacina antes de completar 1 ano, deverá tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Atenção aos sintomas
A Secretaria da Saúde orienta que profissionais e serviços de saúde mantenham atenção diante de casos suspeitos. Entre os sinais que podem estar associados ao sarampo estão febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.
A orientação é procurar atendimento de saúde diante de sintomas compatíveis e informar eventual histórico de viagem ou contato com pessoas que possam ter tido a doença. O diagnóstico deve ser realizado pelos serviços de saúde, com investigação e acompanhamento pela vigilância epidemiológica.
O Estado de São Paulo mantém ações de vigilância para identificar rapidamente novos casos e adotar medidas destinadas a interromper possíveis cadeias de transmissão.
Mesmo com o encerramento das campanhas especiais, a vacinação de rotina permanece disponível nas UBSs. A recomendação é verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para regularizar eventuais doses pendentes.

