A idosa Olga Spadot, de 80 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (1º), dois dias após ser atacada por abelhas na horta da própria residência, em Botucatu, no interior de São Paulo. Ela estava internada em estado grave no Hospital das Clínicas de Botucatu desde o último domingo (30), quando ocorreu o ataque.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Olga foi encontrada caída na horta da casa por volta das 16h de domingo. No momento do resgate, ela estava coberta com uma blusa, aparentemente em uma tentativa de se proteger das abelhas.
A grande quantidade de insetos dificultou o acesso dos socorristas. Para chegar até a vítima com segurança, os bombeiros utilizaram equipamentos de proteção e adotaram medidas para dispersar as abelhas. Após ser retirada da área de risco, Olga recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A idosa foi encaminhada ao Hospital das Clínicas de Botucatu em estado grave, onde permaneceu internada até a confirmação da morte na madrugada desta terça-feira.
Vigilância investiga origem das abelhas
A Prefeitura de Botucatu, por meio da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), acompanha o caso e investiga a origem do enxame.
Uma das possibilidades analisadas é que se tratasse de um enxame migratório, formado por abelhas que estavam em deslocamento e teriam ocupado temporariamente o local. Outra hipótese é a existência de uma colônia já instalada na propriedade. Até o momento, a origem não havia sido definida oficialmente.
A ocorrência também chama atenção para o número de registros relacionados a abelhas no município. Segundo informações divulgadas pela Vigilância Ambiental, Botucatu já havia contabilizado 534 ocorrências envolvendo abelhas africanizadas em 2026, número superior ao total registrado durante todo o ano de 2025. O levantamento reúne casos de ataques e solicitações para captura ou retirada de enxames.
Em março deste ano, uma mulher de 76 anos também morreu após ser atacada por abelhas em Botucatu. Na ocasião, outras duas pessoas da mesma família foram picadas e precisaram de atendimento médico.
Orientação à população
A Vigilância Ambiental orienta que moradores mantenham distância ao identificar um enxame ou uma colônia de abelhas e não tentem fazer a retirada ou o manejo por conta própria.
A recomendação é comunicar a ocorrência aos órgãos responsáveis para que o local seja avaliado e, se necessário, sejam adotadas medidas de controle e remoção por profissionais capacitados.
A investigação da Vigilância Ambiental deverá apontar se as abelhas estavam apenas de passagem pela área ou se havia uma colônia instalada na residência.

