Uma professora da EMEB Camila Tomashinsky, em Araçatuba, foi afastada das atividades em sala de aula pela Secretaria Municipal de Educação após uma denúncia de possível agressão contra um aluno de 3 anos e 3 meses e de uma outra criança. Uma delas tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e é não verbal, teria sido atingida no rosto dentro da sala de aula.
O caso chegou ao conhecimento da direção da escola na segunda-feira (17), depois que uma cuidadora relatou ter presenciado uma situação envolvendo a professora e um aluno. o qual teria sido jogado ao chão. A criança bateu a cabeça e ficou com inchaço. A família teria sido informada que o fato se deu em decorrência da queda de um brinquedo. Diante da denúncia, a diretora passou a verificar as imagens do sistema de monitoramento da unidade.
Segundo o registro policial, durante a análise das gravações, a diretora teria identificado a professora dando tapas no rosto da outra criança. Ela foi imediatamente até a sala e, conforme consta no boletim, encontrou o menino chorando e com sangramento no nariz.
A cuidadora que havia comunicado o caso à direção também teria confirmado à família o que havia presenciado.
A mãe do menino foi chamada à escola e informada sobre a situação. Segundo o relato registrado à Polícia Civil, a família já havia percebido mudanças no comportamento da criança em casa, incluindo episódios de agressividade e a repetição do gesto de dar “cascudos”, comportamento que não fazia parte da rotina anteriormente.
Ainda conforme o registro, cerca de duas semanas antes, a professora havia informado à família que o menino teria caído de um escorregador durante o período escolar.
A mãe acionou a Polícia Militar e posteriormente compareceu à Delegacia de Polícia acompanhada da diretora da escola, onde o caso foi formalizado. A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias e a conduta da professora. A cuidadora também se colocou à disposição para prestar depoimento.
Prefeitura afasta professora e abre apuração
Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (18), a Secretaria Municipal de Educação confirmou que tomou conhecimento da denúncia e informou que a direção da escola verificou imediatamente as imagens das câmeras.
Segundo a Prefeitura, as gravações mostraram uma “conduta incompatível com o ambiente escolar e com os protocolos de proteção aos estudantes”. A direção teria interrompido imediatamente a situação e adotado medidas para garantir a segurança e a integridade da criança.
No âmbito administrativo, a Secretaria Municipal de Educação determinou o afastamento imediato da professora das atividades em sala de aula. Também foi determinada uma apuração administrativa, que deverá considerar as imagens e demais informações disponíveis, garantindo à profissional o direito de defesa e o devido processo legal.
A Prefeitura informou ainda que não compactua com qualquer forma de violência, agressão, constrangimento ou tratamento inadequado contra estudantes e que reforçará os protocolos de identificação, comunicação e encaminhamento de situações que possam representar risco à integridade física ou emocional dos alunos.
A Secretaria afirmou que continuará acompanhando o caso e prestará as informações necessárias aos órgãos responsáveis pela investigação. A administração municipal também declarou que a prioridade é garantir a proteção do estudante, o apoio à família e um ambiente escolar seguro para os demais alunos.

