Um homem de 20 anos foi preso na madrugada desta sexta-feira (6) após incendiar um carro por engano em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na Alameda Zeferino Ocolatte, no Jardim Jequitibás, e também envolve um adolescente de 16 anos, que participou da ação e segue sendo procurado pela polícia.
De acordo com o boletim de ocorrência, o veículo estava estacionado em frente à casa da proprietária quando vizinhos perceberam as chamas e alertaram a família. A jovem, de 23 anos, dormia com o filho bebê e se assustou ao ver o fogo se espalhar. Com a ajuda de moradores, tentou conter o incêndio até a chegada do Corpo de Bombeiros. Parte do automóvel ficou destruída.
Imagens de câmeras de segurança registraram um dos suspeitos correndo pela rua, com o rosto parcialmente coberto, logo após o início do fogo. Durante as diligências, um motorista de aplicativo informou à polícia que havia transportado os dois envolvidos e indicou o local onde eles desembarcaram. Pouco depois, o homem foi localizado e confessou o crime.
Em depoimento, ele relatou que estava em um bar com o adolescente quando ambos teriam sido agredidos por um terceiro. Após a confusão, decidiram se vingar. Os dois solicitaram um carro por aplicativo e passaram a seguir o suposto agressor. No trajeto, pararam em um posto de combustíveis, compraram um galão e o encheram com gasolina.
Segundo a polícia, durante o percurso, a dupla perdeu de vista o veículo que acompanhava. Já no bairro indicado pelo menor, viram um carro com características semelhantes estacionado na via e acreditaram, de forma equivocada, que se tratava do automóvel do agressor. Movidos pelo desejo de vingança, atearam fogo no veículo.
A investigação confirmou que o carro incendiado não tinha qualquer relação com a briga. A proprietária não conhecia os suspeitos e foi escolhida ao acaso. Após o ataque, os envolvidos fugiram. O adolescente teria sofrido queimaduras e chegou a procurar atendimento médico, mas deixou o local antes da chegada da polícia.
O homem foi autuado por incêndio e corrupção de menor e permaneceu preso. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em preventiva. O caso segue sob investigação, e o adolescente ainda não foi localizado.
