Um homem apontado pela Polícia Militar como integrante de alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Conhecido pelo vulgo de “Pato Rouco”, ele estava foragido e, segundo as investigações, teria participação na articulação da compra de fuzis destinados a criminosos no interior paulista.
A prisão ocorreu na segunda-feira (5), durante uma operação do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, com apoio do Policiamento de Choque. O suspeito foi localizado em uma residência no bairro Campos Elísios, em Itanhaém.
De acordo com informações divulgadas pela polícia, o investigado atuava principalmente na região de Piracicaba e seria uma liderança da organização criminosa naquela área.
Fuzis seriam usados contra policiais
Um dos principais pontos da investigação envolve a aquisição de armamento de grosso calibre. Segundo a Polícia Militar, “Pato Rouco” seria responsável por encomendar fuzis provenientes da Baixada Santista, que posteriormente seriam enviados para a região de Piracicaba.
Ainda conforme a apuração policial, as armas teriam como destino criminosos que pretendiam utilizá-las em ataques contra policiais militares.
O suspeito estava escondido no litoral paulista enquanto era procurado pelas autoridades. O trabalho de inteligência permitiu que as equipes chegassem ao endereço onde ele foi localizado.
Condenação por tráfico
Além das suspeitas relacionadas ao crime organizado e à negociação de armas, havia contra o investigado um mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo.
A ordem judicial está relacionada a uma condenação de cinco anos e dez meses de prisão, em regime fechado, por tráfico de drogas. Segundo informações divulgadas após a prisão, ele também possui registros relacionados a tráfico e roubo.
Durante a ação, os policiais apreenderam um aparelho celular iPhone 17, um pen drive, um roteador e um cartão de memória.
Os equipamentos poderão auxiliar no avanço das investigações sobre possíveis integrantes da organização criminosa e conexões entre grupos que atuam no interior e no litoral do estado.
Após a prisão, o suspeito e o material apreendido foram encaminhados para os procedimentos policiais. O caso segue sob investigação.

