Um morador de Araçatuba, autônomo de 36 anos, registrou um boletim de ocorrência contra a ex-companheira, de 33 anos, acusando-a de perseguição e difamação. O caso foi formalizado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) nesta quarta-feira.
Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, o homem manteve uma união estável com a mulher por aproximadamente quatro anos. O relacionamento terminou há cerca de cinco anos, e os dois têm três filhos.
O declarante afirmou que permaneceu preso por aproximadamente nove anos e que, desde que deixou o sistema prisional, a ex-companheira passou a procurá-lo com frequência, comparecendo à porta de sua residência e também ao local onde trabalha.
Ainda conforme o boletim, a mulher enviaria mensagens para o celular da atual esposa dele, com comentários depreciativos, chamando-o de “noia”. O homem também relatou que teria recebido ameaças de que a ex-companheira colocaria drogas em sua casa.
Outro ponto mencionado pelo declarante é que a mulher estaria dificultando o contato dele com os filhos. De acordo com o registro, as crianças ficam sob os cuidados da mãe e passariam os fins de semana com o pai, conforme um acordo verbal entre os dois.
A ocorrência foi registrada para apuração, inicialmente, dos possíveis crimes de perseguição e difamação. A Polícia Civil orientou o homem a apresentar provas que possam contribuir com a investigação, como mensagens, registros de chamadas, capturas de tela e depoimentos de testemunhas.
Sobre a divergência relacionada à convivência e às visitas aos filhos, a orientação foi de que a questão seja levada à Justiça, na área do Direito de Família, para regulamentação.

