Um funcionário de 29 anos foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (4), suspeito de furtar carnes de um frigorífico em Araçatuba. Segundo o boletim de ocorrência, o estoquista teria admitido que retirava produtos da empresa havia aproximadamente três meses. Durante a apuração, foram encontrados sete pacotes de picanha escondidos em um armário, totalizando cerca de 3,5 quilos.
A suspeita surgiu depois que a gerente do estabelecimento analisou imagens do sistema de monitoramento e identificou movimentações consideradas irregulares. De acordo com o registro policial, o funcionário entrou no frigorífico por volta das 4h, embora estivesse autorizado a acessar o local somente a partir das 7h.
Movimentação foi registrada pelas câmeras
A descoberta ocorreu durante uma ação da Polícia Civil no estabelecimento, por volta das 6h30. Os policiais estavam no local para cumprir um mandado de busca e apreensão relacionado a outro funcionário.
Enquanto acompanhava as gravações das câmeras de segurança, a gerente percebeu que o estoquista havia acessado armários e movimentado objetos entre os compartimentos.
Pouco depois, quando o funcionário tentou deixar o frigorífico, foi chamado ao setor administrativo para prestar esclarecimentos.
Conforme o boletim de ocorrência, durante a conversa ele teria admitido informalmente que retirava carnes da empresa havia cerca de três meses. O método consistia em esconder os produtos nos armários e, posteriormente, levá-los até seu veículo.
Picanha e substância semelhante à maconha
Na verificação dos compartimentos, os responsáveis pelo estabelecimento encontraram uma sacola contendo sete pacotes fechados de picanha, cada um com aproximadamente 500 gramas. A quantidade recuperada corresponde a cerca de 3,5 quilos de carne.
Em outro armário, também foram encontrados aproximadamente 25 gramas de uma substância com características semelhantes à maconha.
A Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos ao plantão policial para o registro da ocorrência e as providências necessárias.
Prisão em flagrante
Após analisar os fatos, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante do estoquista por suspeita de furto qualificado pelo abuso de confiança, circunstância relacionada à utilização da posição profissional para facilitar a prática do crime.
Também foi determinada a preservação das imagens do circuito de segurança e a apreensão dos materiais encontrados.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar a extensão dos possíveis prejuízos causados ao estabelecimento.

