Depois de quase dois anos e meio de produção, o MC/rapper André Francisco, conhecido como Meia Hora, apresenta ao público seu primeiro EP autoral, Oásis. O trabalho, todo produzido de forma independente e financiado com apoio de amigos, coletivos, eventos e rifas, chega às plataformas digitais no dia 4 de setembro, à 0h01, e terá audição pública gratuita na véspera, no Teatro Castro Alves.
Com sete faixas — cinco músicas e duas falas, sendo uma introdução do próprio artista e um encerramento com a voz de seu avô, Francisco —, Oásis é uma obra assinada a quatro mãos por Meia Hora e pelo produtor Barba Negra: a ele coube toda a construção instrumental, a partir de loops “drumless” que marcam sua produção; a Meia Hora, as letras. O que começou como a ideia de gravar apenas uma música em parceria evoluiu, faixa a faixa, para um EP completo. Barba Negra é reconhecido por produções ao lado de nomes como Marcelo D2, Akira Presidente e Tássia Reis.
O título do EP nasceu do single “Em Busca do Oásis”, já lançado, e reflete o percurso proposto pelo trabalho: se o single representa a busca, o EP é o encontro — não de respostas definitivas, mas da capacidade de começar, continuar e terminar um ciclo. “É o fim de vários ciclos da minha vida em que eu ficava dando cabeçada, começava coisas e não terminava por causa de traumas, ansiedade e acontecimentos da vida”, resume o artista.
Saúde mental como fio condutor
A temática da saúde mental atravessa o EP de forma orgânica, refletindo um histórico familiar que marcou a trajetória pessoal de Meia Hora. Faixas como “Não Se Mate” — poesia declamada por ele em diversos eventos de Araçatuba desde os 27 anos — e “Foi Só Assim”, composta neste ano e que traz referências a um período anterior de separação e isolamento vivido pelo artista, dialogam diretamente com o tema.
O lançamento foi programado para setembro não por acaso: o mês é o aniversário do artista e coincide com a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. Durante a produção do EP, Meia Hora perdeu um amigo próximo, Guilherme, a quem dedicou uma das faixas.
Sobre Meia Hora
André Francisco Rocha Miatelo, o MC/rapper Meia Hora, tem 32 anos e é natural de Araçatuba (SP). Iniciou sua trajetória artística na igreja, onde participou de coral e teatro e aprendeu a tocar violão ainda criança, escrevendo louvores antes de se aproximar do rap. Seu primeiro contato com o gênero veio através do rap cristão, e por volta dos 18 anos escreveu suas primeiras rimas ao lado do amigo Amaral.
O apelido “Meia Hora” surgiu nas rodas de freestyle da Batalha da Getúlio, tradicional encontro de rap que reuniu a cena de Araçatuba na Praça Getúlio Vargas por anos: como não respeitava o tempo padrão de 30 segundos para rimar, passou a ser chamado de “30 minutos” até o apelido se consolidar como “Meia Hora”.
Compositor há quase 20 anos e no rap há pouco mais de dez, Meia Hora decidiu há cerca de cinco anos se dedicar à carreira musical de forma definitiva, “independentemente de isso dar retorno ou não”. Oásis é seu primeiro EP autoral, marcando o encerramento de um ciclo pessoal e o início de uma nova fase artística.
SERVIÇO
- Audição pública do EP Oásis
- Data: 3 de setembro
- Horário: às 19h
- Local: Teatro Castro Alves
- Entrada gratuita
- Classificação indicativa: 14 anos (menores acompanhados dos pais)
- Programação: A noite terá formato de apresentação teatral, dividida em abertura e três atos:
- • Abertura — Recepção e apresentação da proposta da audição musical, com Meia Hora.
- • I Ato — A Intervenção — Intervenção poética e momento musical com violão, com Meia Hora.
- • II Ato — Ato Esquizo-Somático — Com participação da psicóloga Eris Maria.
- • III Ato — A Audição — Audição completa do EP Oásis, com a participação do artista.
- Lançamento digital: 4 de setembro, à 0h01
- Disponível em todas as plataformas digitais Pré-save disponível no link da bio do Instagram: @_meiahora

