A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do policial penal de 39 anos envolvido na ocorrência que terminou com a morte de Robert Ronald Ramos Vieira, de 29 anos, na noite deste domingo (30), em Araçatuba. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (31).
Com a conversão, o agente, que havia sido preso em flagrante após os disparos, permanecerá detido enquanto o caso é investigado. Ele será encaminhado da carceragem da CPJ para Lavínia e posteriormente transferido para penitenciária de Caiuá, na região de Presidente Prudente.
A ocorrência aconteceu por volta das 19h54, na Rua Pedro Álvares Cabral, esquina com a Avenida Waldemar Alves, no bairro Jardim Brasil. O policial penal estava de folga e à paisana quando se envolveu em uma abordagem após presenciar um desentendimento em via pública.
Durante a intervenção, o agente efetuou três disparos contra a vítima. O homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado à Santa Casa de Araçatuba, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o policial teria suspeitado que a vítima estivesse armada. Entretanto, a perícia constatou posteriormente que o objeto que estava na cintura do homem era um simulacro de pistola, que foi apreendido.
Após os disparos, o próprio policial penal acionou a Polícia Militar pelo telefone 190, permaneceu no local e entregou sua pistola funcional, de calibre 9mm, aos policiais.
Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Araçatuba. Com a decisão da audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva e o policial penal permaneceu preso.
A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá analisar os elementos já reunidos no procedimento, incluindo perícia, depoimentos e imagens de câmeras de segurança, para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
O policial penal será investigado e, neste momento, a decretação da prisão preventiva não representa condenação. O processo seguirá para apuração dos fatos e eventual responsabilização criminal.

