A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, queda de 0,5 ponto percentual frente aos 5,8% do trimestre anterior. Na comparação com maio a julho de 2025, quando estava em 5,6%, o recuo foi de 0,3 ponto percentual. Segundo o IBGE, os 5,3% representam a menor taxa para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012. Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou o recorde de 103,3 milhões de pessoas.
O número de desocupados caiu para 5,8 milhões, redução de 8% diante dos 6,3 milhões que procuravam trabalho no trimestre anterior. Em um ano, são 299 mil desempregados a menos, recuo de 4,9%. Já a população ocupada cresceu em 1 milhão de trabalhadores na comparação trimestral e 0,9% na anual. Com esse movimento, o nível de ocupação passou de 58,4% para 58,9%. O indicador corresponde à parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada.
A subutilização da força de trabalho ficou em 13%, com 14,9 milhões de pessoas nessa condição. O contingente diminuiu em 819 mil pessoas frente ao trimestre anterior e em 1,2 milhão na comparação anual. Esse indicador reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e aquelas que desistiram de procurar emprego, embora ainda quisessem trabalhar. Entre os desalentados, o total chegou a 2,3 milhões, queda de 9,7%, ou 248 mil pessoas, no trimestre e de 14,1%, ou 380 mil, em um ano.
No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada, excluídos os empregados domésticos, chegou ao recorde de 39,4 milhões e ficou praticamente estável nas comparações trimestral e anual. Os empregados sem carteira somaram 13,8 milhões, com acréscimo de 477 mil frente ao trimestre anterior e estabilidade na comparação anual.
Juntos, trabalhadores com e sem carteira no setor privado alcançaram o recorde de 53,2 milhões. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores, percentual praticamente estável em relação aos últimos trimestres.
O rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 3.762 por mês, praticamente estável em relação ao trimestre anterior e 3,3% maior do que no mesmo período de 2025. A massa de rendimentos, que representa a soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores no país, atingiu o recorde de R$ 383,5 bilhões. O montante ficou estável na comparação trimestral e cresceu 4,1% em um ano, uma alta de R$ 15,1 bilhões.
Entre os setores da economia, somente a construção ampliou o número de trabalhadores na comparação com o trimestre anterior, com acréscimo de 371 mil pessoas, ou 5,1%. Em relação ao mesmo período de 2025, a construção tinha 308 mil trabalhadores a mais, avanço de 4,2%.
Transporte, armazenagem e correios registraram aumento anual de 321 mil trabalhadores, ou 5,4%, enquanto administração pública, educação, saúde e serviços sociais tiveram acréscimo de 438 mil, alta de 2,3%. No sentido contrário, os serviços domésticos tinham 229 mil trabalhadores a menos, queda de 4% na comparação anual.

