O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou nesta quinta-feira (20) Kaíque Bistaffa Rodolpho a 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela morte de Gustavo Cavalari de Godoy dos Anjos. O crime aconteceu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2023, durante uma festa de Natal, na região do bairro São José.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Gustavo estava em um estabelecimento onde várias pessoas comemoravam o Natal quando foi até seu veículo para buscar cigarros. Ainda conforme a acusação, Kaíque teria se aproximado armado e efetuado disparos contra a vítima.
Gustavo foi atingido por dois tiros e morreu no local. Um terceiro disparo teria atingido de raspão Thales Ramos do Nascimento, danificando uma corrente que ele usava no pescoço. O episódio ocorreu próximo a um local com várias pessoas, circunstância que levou o Ministério Público a apontar também perigo comum na acusação.
A investigação apontou ainda que o acusado e a vítima teriam se desentendido cerca de um mês antes do homicídio, durante uma festa na chácara Fogão e Lenha da Vovó. Conforme depoimentos reunidos no processo, a discussão teria envolvido uma arma e a intervenção de Gustavo.
Acusação
Kaíque foi denunciado por homicídio qualificado, com as qualificadoras de emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante a instrução do processo, testemunhas relataram ter visto o acusado nas proximidades do local e apontaram a existência de uma desavença anterior entre ele e Gustavo. Uma das testemunhas afirmou ter visto o momento em que a vítima foi atingida e relatou que o autor teria chegado em um carro preto e efetuado os disparos.
O delegado responsável pela investigação também prestou depoimento e afirmou que o veículo utilizado na fuga teria sido identificado pela placa e posteriormente relacionado ao acusado.
Defesa
Em juízo, Kaíque negou a autoria do homicídio. Segundo consta na sentença de pronúncia, ele declarou que, na data dos fatos, estava na casa do pai e posteriormente foi até a Avenida Brasília.
A defesa havia pedido a impronúncia do acusado por ausência de provas e, de forma subsidiária, o afastamento das duas qualificadoras apontadas na denúncia.
O pedido não foi acolhido. Em julho de 2024, o juiz da 2ª Vara Criminal de Araçatuba pronunciou Kaíque para ser submetido ao Tribunal do Júri, mantendo as qualificadoras e a prisão preventiva.
No julgamento realizado nesta quinta-feira (20), os jurados consideraram o réu culpado. A Justiça fixou a pena em 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

