Elenilson Misael da Silva, de 47 anos, conhecido pelo apelido de “Galego” e apontado pela Polícia Civil como integrante de uma organização criminosa, morreu na noite de quinta-feira (2) durante um confronto com policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em Peruíbe, no litoral paulista.
De acordo com a investigação, ele era suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último dia 27 de junho, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O oficial é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um dos casos criminais de maior repercussão do país, ocorrido em 2008.
Esta é a segunda morte de um investigado por participação no atentado em menos de 48 horas. Na quarta-feira (1º), outro suspeito também morreu durante uma ação da Rota na região de Guaianases, na Zona Leste da capital.
Abordagem terminou em troca de tiros
Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Rota receberam uma denúncia indicando o paradeiro de “Galego” e as características do veículo que ele utilizava.
Durante as buscas, os policiais localizaram o automóvel. Conforme o registro policial, o motorista teria percebido a aproximação da equipe e fugido, iniciando uma perseguição que terminou na Rua Cuiabá, em Peruíbe.
Ainda de acordo com a versão apresentada pelos policiais, houve confronto durante a tentativa de abordagem. O suspeito foi baleado, desarmado e socorrido até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.
No local, a perícia encontrou quatro estojos de munição próximos ao veículo. Também foram realizados exames periciais e exames residuográficos nos envolvidos para auxiliar na apuração da ocorrência.
Como determina o procedimento em casos de intervenção policial com resultado morte, os policiais militares prestaram depoimento, e as armas e munições utilizadas na ação foram apreendidas para perícia.
Segundo investigado morto em dois dias
Na quarta-feira (1º), outro homem investigado por suposta participação indireta no atentado contra o tenente Ronickson também morreu durante uma operação da Rota em Guaianases.
Segundo a Polícia Militar, a equipe chegou ao suspeito após uma denúncia. A ocorrência também foi registrada e será apurada pelas autoridades competentes.
Atentado contra o tenente
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça na tarde de 27 de junho, enquanto estava à paisana e parado com sua motocicleta em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
Conforme as investigações, dois homens se aproximaram da vítima e efetuaram os disparos antes de fugir. O policial foi socorrido e permanece internado em estado grave.
A Polícia Civil segue investigando a motivação do crime, a participação de outros envolvidos e a possível ligação do atentado com organizações criminosas.
Caso Eloá marcou o país
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos em outubro de 2008 pelo então ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves, após permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo.
O caso teve ampla cobertura da imprensa nacional e tornou-se um dos episódios criminais de maior repercussão da história recente do Brasil. O processo contra Lindemberg resultou em sua condenação por homicídio qualificado e outros crimes relacionados ao sequestro e à tentativa de homicídio de outra adolescente que também estava no apartamento.
A investigação sobre o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel prossegue para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime.

