- Vendedor de 21 anos procurou a polícia após desentendimento com supervisor em Araçatuba.
- Discussão começou durante a contagem de produtos e envolveu questionamentos sobre o uso de celular.
- Funcionário nega ter ameaçado o superior e afirma possuir uma gravação do episódio.
Um desentendimento entre um vendedor de 21 anos e seu supervisor em uma loja de autopeças terminou em registro policial por calúnia em Araçatuba (SP). O funcionário afirma que foi acusado de fazer ameaças ao superior após uma discussão no ambiente de trabalho, o que ele nega. O episódio aconteceu na manhã de sábado (24), no bairro São Joaquim, e foi registrado na Polícia Civil na quinta-feira (29).
Segundo o boletim de ocorrência, o vendedor estava realizando a contagem de óleos, sentado, quando o supervisor questionou o motivo de ele estar naquela posição.
Posteriormente, o superior pediu que o funcionário guardasse o celular. Enquanto atendia à solicitação, o vendedor foi novamente questionado e respondeu que já estava guardando o aparelho, acrescentando que, caso contrário, o próprio supervisor poderia guardá-lo pessoalmente.
Após o desentendimento, o supervisor levou a situação ao conhecimento do gerente do estabelecimento, afirmando que o funcionário teria feito ameaças contra ele.
O vendedor, por sua vez, nega ter ameaçado o superior e sustenta que a acusação não corresponde ao que aconteceu durante a discussão.
Funcionário afirma ter gravação
Ainda conforme o registro policial, o trabalhador informou possuir uma gravação do momento do desentendimento, que, segundo ele, poderá contribuir para esclarecer os fatos.
O funcionário relatou também que o gerente chegou a conversar com ele e afirmou que resolveria a situação. No entanto, até a data do registro da ocorrência, nenhuma providência havia sido adotada, conforme a versão apresentada pelo vendedor.
Diante disso, o trabalhador decidiu procurar a Central de Polícia Judiciária de Araçatuba para formalizar sua versão do episódio. A ocorrência foi registrada como calúnia e encaminhada para outra unidade policial. Não houve prisão em flagrante.

