O jornalista Renato Machado, um dos nomes mais respeitados da televisão brasileira, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. Com uma carreira que ultrapassou cinco décadas, ele se destacou pela atuação como apresentador, âncora e correspondente internacional, tornando-se uma das principais referências do telejornalismo no país.
Natural de Porto Alegre (RS), Renato Machado iniciou a carreira em 1969 no Jornal do Brasil, um dos mais tradicionais jornais impressos do país. Poucos anos depois, ingressou na TV Globo, emissora na qual construiu uma trajetória de mais de 40 anos e ocupou posições de destaque nos principais telejornais da casa.
Ao longo da carreira, apresentou programas como Bom Dia Brasil, Jornal Nacional, Jornal da Globo e RJTV, conquistando reconhecimento pela credibilidade, postura serena e capacidade de conduzir coberturas de grande repercussão nacional e internacional.
Como correspondente no exterior, Renato Machado acompanhou acontecimentos históricos que marcaram diferentes gerações. Entre eles estão a Guerra das Malvinas, em 1982, o acidente nuclear de Chernobyl, em 1986, além de atentados terroristas na Europa e diversos outros eventos internacionais de grande impacto político, econômico e social.
Sua experiência em reportagens internacionais ajudou a consolidá-lo como um dos jornalistas mais respeitados da televisão brasileira, sendo frequentemente escalado para coberturas especiais e entrevistas de relevância.
Em 2021, Renato Machado encerrou sua passagem pela TV Globo, encerrando um ciclo de mais de quatro décadas na emissora. Após deixar o telejornalismo diário, passou a se dedicar a projetos ligados à gastronomia e ao universo dos vinhos, temas pelos quais demonstrava grande interesse. Atuou como colunista e apresentador de conteúdos especializados voltados a esse segmento.
Legado no jornalismo
Ao longo da carreira, Renato Machado recebeu reconhecimento do público e da crítica pela forma equilibrada e didática com que apresentava as notícias. Em depoimento ao projeto Memória Globo, definiu o telejornalismo como uma profissão baseada no aprendizado constante.

