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Confusão mental levou equipe a inutilizar arma de Bolsonaro, diz defesa

Defesa afirma que equipe retirou peça de arma registrada em nome de Bolsonaro por precaução diante dos efeitos de medicamentos psiquiátricos.

por Fabricio Oliveira
17/06/2026 às 18:35
em COTIDIANO
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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ANUNCIANTE

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sua equipe de segurança tornou uma pistola registrada em seu nome inoperante por medida de precaução. Segundo os advogados, a decisão foi tomada em razão dos efeitos de medicamentos psiquiátricos utilizados por Bolsonaro, que poderiam comprometer sua cognição e representar riscos à sua segurança.

A manifestação foi apresentada nesta quarta-feira (17) em resposta a questionamentos sobre uma arma apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz realizada em Brasília. O armamento, uma pistola Glock 9mm registrada em nome do ex-presidente, era transportado por um militar que integra sua equipe de segurança.

De acordo com a defesa, os responsáveis pela segurança de Bolsonaro retiraram o percussor da arma sem seu conhecimento prévio, tornando-a incapaz de efetuar disparos. Os advogados afirmam que a medida foi adotada diante do quadro clínico do ex-presidente e dos medicamentos que vinham sendo administrados durante o período de recuperação de problemas de saúde.

Ainda segundo o documento enviado ao STF, Bolsonaro teria manuseado a pistola posteriormente e percebido que o mecanismo não funcionava de forma adequada. Após constatar a falha, ele solicitou que um dos militares responsáveis por sua segurança encaminhasse a arma para manutenção e identificação do problema.

ANUNCIANTE

A defesa sustenta que a entrega da pistola teve como única finalidade a realização de reparos e que não houve qualquer intenção de ocultar ou transferir o armamento. Os advogados também informaram que Bolsonaro não pretende solicitar a devolução da arma enquanto permanecer em prisão domiciliar.

A apreensão ocorreu na madrugada de segunda-feira (15), durante uma abordagem da Polícia Militar na DF-001, em Taguatinga. O veículo era conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, que foi levado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos após os agentes encontrarem a arma no interior do carro.

Segundo a Polícia Militar, o militar não apresentou a documentação da pistola no momento da abordagem e informou que o armamento pertencia a terceiros. Após prestar depoimento, ele foi liberado. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que apura a regularidade do transporte da arma e as circunstâncias da ocorrência.

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) esclareceu que não realiza a segurança de ex-presidentes da República. O órgão informou que os servidores que atuam nessa função são indicados pelos próprios ex-presidentes e não possuem vínculo operacional com o GSI, embora recebam capacitação e avaliação da instituição.

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