O México anunciou o reconhecimento oficial do chamado “cão Caramelo”, semelhante ao popular vira-lata caramelo brasileiro, como uma das raças nacionais do país. A decisão foi divulgada pela Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México (Propaem), que incluiu o animal em uma lista ao lado de raças tradicionais mexicanas, como o Xoloitzcuintli, o Chihuahua e o Calupoh.
A medida gerou forte repercussão nas redes sociais, especialmente entre brasileiros. Muitos usuários reagiram com humor, afirmando que o México teria “roubado” um símbolo cultural do Brasil. Comentários irônicos circularam nas plataformas digitais, com internautas dizendo que a decisão seria “motivo para iniciar uma guerra” ou comparando a situação a episódios históricos de disputa cultural.
Acho que nem Portugal roubou tanto da gente https://t.co/mD6uDGa7Ra
— 1eozim (@1eozinho01) April 20, 2026
Isso é motivo de iniciamos uma guerra https://t.co/gtffRRzDPB
— Parcial Hacker #BBB26 💻 (@ParcialHacker) April 20, 2026
PERDEU, BRASIL! Governo do México reconheceu o cachorro caramelo como uma raça oficial do país. 🇲🇽 pic.twitter.com/wDrCrb64DK
— ACERVO (@AcervoCharts) April 20, 2026
Caramelo
No Brasil, o chamado vira-lata caramelo se tornou um dos cães mais populares e reconhecidos do país. Com pelagem que varia entre o dourado e o ferrugem, porte médio e aparência comum nas ruas e bairros urbanos, o animal ganhou espaço no imaginário popular brasileiro e chegou a aparecer recentemente como personagem em produções cinematográficas.
Segundo a Propaem, o reconhecimento do cão Caramelo como raça nacional tem um objetivo social: incentivar a adoção de cães sem pedigree e combater o abandono de animais. O México enfrenta um grande problema de animais em situação de rua. Estimativas indicam que cerca de 29,7 milhões de cães e gatos vivem abandonados no país, um número semelhante ao registrado no Brasil.
Curiosamente, a iniciativa mexicana teve inspiração em uma campanha realizada no Brasil em 2025, que buscava valorizar o vira-lata caramelo como símbolo cultural e estimular a adoção de cães sem raça definida. Estudos citados na campanha apontam que esses animais têm até 90% menos chances de serem adotados do que cães de raça pura.
Apesar da disputa simbólica nas redes sociais, especialistas lembram que o chamado “caramelo” não pertence a um país específico. O tipo de cachorro é resultado da mistura de diversas raças ao longo de séculos, desde o período colonial, quando cães europeus foram trazidos para a América e se cruzaram com populações locais, originando animais semelhantes em diferentes regiões da América Latina.
