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Saúde

Zoonoses de Birigui realiza inquérito canino para diagnosticar casos de leishmaniose

Quando há notificação de casos em humanos, os agentes fazem um rastreio em um perímetro de 200 metros do endereço do paciente

Agentes de endemias realizam coleta de sangue de animais para diagnóstico da doença - Foto: Divulgação

O CCVZ (Centro de Controle de Vetores e Zoonoses) da Secretaria Municipal de Saúde de Birigui está realizando inquérito canino para o diagnóstico da leishmaniose visceral e para o controle e análise da prevalência da doença. O trabalho é desenvolvido durante todo o ano pelos agentes de endemias em locais pré-estabelecidos ou quando há casos positivos da doença em humanos.

Quando há notificação de casos em humanos, os agentes fazem um rastreio em um perímetro de 200 metros do endereço do paciente. E nas casas onde há cães é feito a coleta de sangue para diagnóstico da leishmaniose. É feito ainda trabalho de vistoria nos imóveis e orientação aos moradores sobre a eliminação de criadouros e prevenção da doença.

“O sangue coletado dos animais passa por teste rápido no laboratório que temos na secretaria. Posteriormente, os testes positivos são enviados ao Instituto Adolfo Lutz, onde é realizado exame sorológico para conclusão do diagnóstico”, disse a chefe de Divisão de Vigilância e Controle de Vetores, Aline Sagerato Lobato, ao estimar que neste ano serão realizados cerca de 2 mil testes.

Doença

A leishimaniose é uma doença transmitida para os seres humanos e cães somente pela picada da fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpi, popularmente conhecido como mosquito-palha ou birigui. A melhor forma de prevenir a doença é eliminando os criadouros do mosquito, como matéria orgânica em decomposição (fezes de animais, folhas e frutas), madeiras e lixo doméstico.

Uma pessoa infectada pode apresentar febre durante semanas, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia e sangramentos na boca e no intestino. A doença pode levar à morte caso não seja tratada corretamente.

Já os cães podem apresentar descamação, infecção e lesões na pele, crescimento exagerado das unhas, feridas que não saram, problemas oculares, anemia, diarreia, vômito, sangue nas fezes, nódulos, perda de apetite e lesões em órgãos internos. “É importante que a população mantenha os quintais das residências sempre limpos para evitar a presença do mosquito”, orientou Aline.

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