O pecuarista João Roberto Bolelli, de 64 anos, suspeito de matar a tiros a companheira Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (2), em Rifaina, no interior de São Paulo. Ele era considerado foragido desde o assassinato da jovem, ocorrido em 27 de outubro, e tinha a prisão preventiva decretada pela Justiça.
De acordo com as informações da Polícia Militar, o corpo foi localizado em uma área de mata de uma propriedade rural pertencente ao pecuarista, nas proximidades do quilômetro 452 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334). O cadáver já estava em estado de putrefação.
A Polícia Militar foi acionada e preservou o local até a chegada da perícia. A ocorrência será apresentada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da morte.
Pecuarista era procurado pela Justiça
Bolelli era o principal suspeito do feminicídio de Priscila, morta com um disparo de arma de fogo na noite de terça-feira (27), às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina, na região de Franca.
A jovem, que morava em Perdizes (MG), foi até o município paulista acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete pertencente ao pecuarista. Segundo relatos apresentados à polícia, durante o encontro houve uma discussão envolvendo um aparelho celular.
No decorrer do desentendimento, o homem teria sacado uma arma e atirado contra Priscila. O irmão da jovem também teria sido ameaçado e conseguiu deixar o local para pedir ajuda.
A vítima foi socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi velado e sepultado em Perdizes, na quarta-feira (28).
Prisão preventiva havia sido decretada
Após o crime, Bolelli fugiu e passou a ser procurado pelas forças de segurança. Na quarta-feira (28), a Justiça decretou a prisão preventiva do pecuarista, a pedido da Polícia Civil.
Durante as investigações, foram reunidos relatos de testemunhas sobre supostas ameaças e agressões anteriores envolvendo o investigado e a jovem. O caso foi registrado como feminicídio e estava sob investigação da Polícia Civil.
Com a localização do corpo do principal suspeito, a Polícia Civil deverá apurar também as circunstâncias da morte de Bolelli. A investigação sobre o assassinato de Priscila segue sendo conduzida pelas autoridades.

