- Homem de 33 anos foi preso durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no bairro Sílvio Venturolli.
- Policiais civis encontraram um revólver calibre .32 com seis munições intactas embaixo do guarda-roupa do investigado.
- Comerciante afirmou que havia conseguido a arma emprestada para se proteger de possíveis ameaças.
Um comerciante de 33 anos foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo na manhã de sexta-feira (6), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba. A ação ocorreu em uma residência na Rua Pastor José Ferreira de Freitas, no bairro Sílvio Venturolli.
De acordo com o boletim de ocorrência, a operação foi realizada após uma ocorrência registrada pela ex-companheira do investigado. Os policiais chegaram ao imóvel por volta das 6h45 e encontraram o portão trancado. Após anunciarem a presença da equipe, conseguiram contato com o morador por uma janela.
O comerciante foi informado sobre o mandado judicial e abriu a residência, permitindo a entrada dos agentes. Questionado sobre a existência de armas de fogo no imóvel, confirmou que possuía um revólver e indicou que estava guardado embaixo do guarda-roupa de seu quarto.
Revólver estava carregado com seis munições
Durante as buscas, uma investigadora localizou um revólver Taurus, calibre .32, com seis cartuchos intactos. O homem informou aos policiais que não possuía documentação da arma.
As equipes continuaram as buscas pela residência, mas nenhum outro objeto ilícito foi encontrado. O telefone celular do investigado também foi apreendido.
Ainda conforme o registro policial, o comerciante estava sozinho no imóvel, não ofereceu resistência à abordagem e recebeu voz de prisão, sendo conduzido ao plantão da Polícia Civil.
Comerciante alegou que arma seria para proteção pessoal
Em depoimento, o homem relatou que vinha enfrentando desentendimentos com a ex-companheira e afirmou que passou a temer pela própria segurança após tomar conhecimento de um possível envolvimento dela com outro homem.
Segundo sua versão, essa pessoa teria envolvimento anterior em um homicídio, circunstância que o levou a sentir medo. O investigado declarou que havia conseguido o revólver emprestado no dia anterior à operação, com a intenção de se proteger.
Ele também afirmou que não pretendia utilizar a arma para ameaçar ou agredir a ex-companheira e confirmou que não possuía registro do revólver.
Prisão em flagrante
Após analisar a ocorrência, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, previsto no artigo 12 do Estatuto do Desarmamento.
Não foi arbitrada fiança na delegacia, e a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva, permanecendo o comerciante à disposição da Justiça.
O revólver apreendido será encaminhado ao Instituto de Criminalística para a realização de exame pericial.

