Um homem de 28 anos com deficiência intelectual grave precisou ter o cabelo raspado após voltar para casa com o corpo e a cabeça cobertos por óleo diesel queimado, no sábado (24), em Nova Granada, no interior de São Paulo. O produto ficou impregnado nos cabelos e na pele, dificultando a higienização. O jovem foi levado à Santa Casa do município, recebeu atendimento médico e teve alta na manhã de domingo (25).
O caso ocorreu depois que o morador saiu de casa para ir a um pequeno mercado próximo à residência onde vive com os avós maternos. A família não sabe explicar como ele foi coberto pela substância nem em que circunstâncias o episódio aconteceu.
Avó relata desespero ao encontrar o neto
Em entrevista ao g1, a avó materna do jovem, Laudiceia Lisboa da Silva, de 73 anos, contou que ficou desesperada ao ver o estado do neto quando ele voltou para casa.
Segundo ela, a quantidade de óleo dificultou até mesmo a tentativa de dar banho no rapaz. As roupas, as meias e os sapatos precisaram ser descartados devido à contaminação pelo produto.
“Teve que tirar, tava muito grudado o óleo na cabeça dele. Só dava para ver os dentes e o branco do olho. A roupa, meia, sapato, tive que jogar tudo fora. Fui dar banho nele e não conseguia. Não sei por que aconteceu essa maldade com ele”, relatou a idosa.
Diante da dificuldade para remover o óleo dos cabelos e do couro cabeludo, foi necessário raspar a cabeça do jovem.
Jovem precisa de acompanhamento médico
De acordo com a avó, o neto apresenta limitações motoras e dificuldades de fala desde os dez meses de idade, quando teve febre alta e sofreu duas convulsões. Desde então, ele necessita de acompanhamento neurológico e faz uso de medicamentos.
Após o episódio, o jovem foi levado à Santa Casa de Nova Granada, onde recebeu atendimento para a higienização da pele e a retirada do produto químico. Ele teve alta médica na manhã de domingo.
Polícia apura as circunstâncias do caso
A Polícia Militar foi acionada e encontrou o jovem no pronto atendimento do município, acompanhado pelo avô. Segundo as informações divulgadas, os policiais não identificaram sinais aparentes de agressão física, como hematomas ou escoriações.
Até a última atualização das informações, a família não havia conseguido esclarecer o que aconteceu durante o período em que o rapaz esteve fora de casa. Também não havia suspeitos identificados.
Procurada pela TV TEM, a Polícia Civil informou que aguardava o registro formal do boletim de ocorrência pelos familiares para dar início às diligências.
As circunstâncias do episódio ainda precisam ser esclarecidas. Não há confirmação sobre como o óleo diesel atingiu o corpo do jovem nem se houve uma ação intencional. A investigação deverá buscar informações que permitam determinar o que aconteceu.

