Um esquema de venda de drogas e medicamentos chamou a atenção da Polícia Civil pela forma utilizada para entregar as encomendas em Presidente Prudente (SP). Segundo a investigação, os produtos eram colocados dentro de um balde preso a uma corda e descidos pela sacada do imóvel até compradores e entregadores.
A descoberta deu origem à chamada Operação Sacada, realizada na manhã de quarta-feira (7) pela 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).
Três pessoas foram presas em flagrante: duas mulheres, de 23 e 29 anos, e um homem, de 23 anos. Ao todo, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Pedidos eram feitos pelas redes sociais
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que os envolvidos mantinham um imóvel no Jardim Bela Dária utilizado para armazenar e comercializar os produtos.
A divulgação das mercadorias era feita pelas redes sociais. Após o recebimento dos pedidos, porém, os clientes não precisavam entrar no imóvel.
Os pacotes eram colocados em um balde amarrado a uma corda e baixados pela sacada até os compradores ou entregadores que aguardavam do lado de fora. A dinâmica teria sido documentada pelos investigadores durante a apuração.
Drogas sintéticas, vapes com THC e medicamentos
Durante as buscas, os policiais encontraram drogas sintéticas em comprimidos e cigarros eletrônicos contendo THC, substância psicoativa presente na maconha.
A investigação também identificou a comercialização irregular de medicamentos, incluindo produtos abortivos, anabolizantes e itens destinados ao emagrecimento.
De acordo com a Polícia Civil, parte desses produtos não possuía registro sanitário ou tinha procedência desconhecida.
Polícia também entrou pela sacada
A operação teve ainda uma coincidência curiosa. A mesma sacada utilizada para fazer as entregas e que inspirou o nome da operação também serviu de acesso para os policiais entrarem no imóvel durante o cumprimento dos mandados.
A ação contou com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Receita Federal e do Canil do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
A Receita Federal foi acionada após a apreensão de grande quantidade de cigarros, enquanto cães do Baep auxiliaram nas buscas realizadas nos endereços investigados.

