- Professor de 49 anos perdeu o acesso ao celular após receber uma ligação de um homem que se passou por um conhecido.
- Criminosos passaram a utilizar sua identidade para solicitar transferências por PIX a familiares e outras pessoas de seu círculo de relacionamento.
- Também houve tentativas de compras pelo Mercado Livre, mas o boletim não confirma prejuízo financeiro.
Um professor de 49 anos procurou a Polícia Civil de Araçatuba (SP) após ter o celular comprometido e sua identidade utilizada por golpistas para pedir dinheiro a familiares e conhecidos por meio de transferências via PIX. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (29), quando a vítima recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como uma pessoa conhecida.
Segundo o boletim de ocorrência, o contato partiu de um número com DDD 17. O interlocutor se identificou como Márcio e solicitou a colaboração do professor para confirmar um segundo número de telefone, alegando que precisava validar mercadorias, possivelmente ferramentas, anunciadas na plataforma Mercado Livre.
Acreditando estar conversando com alguém de sua confiança, o professor seguiu as orientações recebidas. Após o procedimento, percebeu que seu celular havia sido comprometido, aparentemente por uma ação remota que provocou a formatação do aparelho e a perda de acesso aos aplicativos instalados.
Golpista pediu transferência por PIX durante ligação
Ainda durante a conversa, o homem afirmou que havia ocorrido uma duplicidade em uma operação e solicitou que o professor realizasse uma transferência por PIX.
A vítima desconfiou da situação e se recusou a enviar dinheiro. Diante da negativa, o interlocutor encerrou a chamada.
Posteriormente, o professor constatou que haviam ocorrido tentativas de compras por meio de sua conta no Mercado Livre. As operações, no entanto, não foram concluídas porque exigiam a inserção de senha.
Criminosos passaram a pedir dinheiro a familiares
Além das tentativas de compras, terceiros começaram a utilizar a identidade do professor para entrar em contato com pessoas próximas, incluindo sua esposa e outros integrantes da família.
Nas mensagens, os golpistas se passavam pela vítima e solicitavam transferências bancárias por PIX. Para receber os valores, indicavam uma chave vinculada ao CPF de uma terceira pessoa.
Conforme o registro policial, o professor não conseguiu confirmar se algum familiar ou conhecido chegou a realizar pagamentos, já que havia perdido o acesso ao celular e não conseguiu recuperar suas credenciais.
Até o momento em que procurou a polícia, ele também não havia identificado prejuízo financeiro próprio.
Caso foi registrado como tentativa de estelionato
A ocorrência foi registrada na noite de quinta-feira (29), na Central de Polícia Judiciária de Araçatuba, como tentativa de estelionato, com autoria desconhecida.
O professor informou os fatos para documentar o ocorrido, possibilitar a apuração da autoria e resguardar seus direitos diante do uso indevido de sua identidade.
O boletim foi encaminhado para outra unidade policial. Não houve registro de prisão em flagrante.

