O preço da cesta básica na cidade de São Paulo aumentou 0,72% em setembro, chegando a R$ 1.347,61. No mês anterior, o conjunto de produtos custava R$ 1.338,03. O principal destaque de alta foi a batata, cujo quilo ficou 21,22% mais caro, segundo levantamento do Procon-SP em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A pesquisa considera 39 produtos de alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoal. Em setembro, 26 itens tiveram aumento de preço, enquanto 13 apresentaram redução.
Batata sobe mais de 21% em um mês
O quilo da batata passou de R$ 6,41, em agosto, para R$ 7,77, em setembro. De acordo com a análise do Procon-SP, as chuvas prejudicaram a colheita, reduziram a oferta do produto e contribuíram para a elevação dos preços.
A alta acumulada da batata em 2026 chegou a 50,58%. Na comparação com setembro de 2025, o aumento foi de 107,20%: naquele período, o quilo custava, em média, R$ 3,75.
Outro alimento que registrou aumento expressivo foi a cebola. O quilo passou de R$ 7,18 para R$ 7,77, uma elevação de 8,22% em setembro. Segundo o levantamento, as chuvas em regiões produtoras reduziram o ritmo da colheita e a oferta do produto.
O papel higiênico com quatro unidades também ficou mais caro, com alta de 7,82%. Já o pacote de arroz de cinco quilos subiu 3,30%, passando de R$ 20,59 para R$ 21,27.
Ovos e café ficam mais baratos
Entre os produtos que apresentaram queda de preço em setembro, a dúzia de ovos brancos passou de R$ 10,73 para R$ 10,20, recuo de 4,94%. Segundo a análise do Procon-SP, a redução está relacionada à menor demanda interna.
O café em pó, vendido em embalagens de 500 gramas, teve queda de 3,94%, passando de R$ 24,86 para R$ 23,88. A redução foi associada à maior oferta após a conclusão da colheita da safra de 2026/2027.
Também ficaram mais baratos o extrato de tomate, com redução de 9,65%, e a salsicha vendida por quilo, que recuou 5,05%.
Cesta acumula alta de 4,80% em 2026
Apesar das quedas registradas em parte dos produtos, o custo da cesta básica paulistana acumula alta de 4,80% entre janeiro e setembro de 2026. O valor passou de R$ 1.285,92, em dezembro de 2025, para R$ 1.347,61 no fim de setembro.
Na comparação com setembro do ano passado, a cesta ficou 3,82% mais cara.
Entre os alimentos, a cebola apresentou o maior aumento acumulado em 12 meses, de 127,19%, seguida pela batata, com 107,20%, e pelo feijão carioquinha, cuja alta chegou a 42,52%.
No sentido contrário, o açúcar refinado acumulou queda de 20,66% no período, enquanto o café em pó ficou 20,59% mais barato.
Pesquisa acompanha preços de 39 produtos
O levantamento do Procon-SP, realizado em parceria com o Dieese, monitora mensalmente os preços de produtos essenciais para o consumo doméstico. Os resultados permitem acompanhar as variações dos gastos das famílias e identificar os itens que mais pressionam ou aliviam o orçamento.
A pesquisa completa, com tabelas e comparações de preços, está disponível no site oficial do Procon-SP:
https://www.procon.sp.gov.br/wp-content/uploads/2026/10/CB-setembro-2026-com-comparativo-anual.pdf

