O Tribunal do Júri de Araçatuba julga nesta quinta-feira (1º) os acusados de envolvimento no assassinato de Nathan Felipe Bernardes Machado, morto a tiros em fevereiro de 2021. O processo aponta que o crime teria sido planejado e cometido mediante pagamento.
Foram pronunciados para julgamento Taíse Rodrigues Carvalho, apontada pela acusação como mandante, Carlos Augusto Rodrigues do Prado e João Paulo Nascimento Jacinto. Taíse está foragida, enquanto Carlos e João Paulo permanecem presos preventivamente, conforme as informações do processo apresentadas no caso.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a motivação estaria relacionada a uma vingança. O pai de Taíse teria sido assassinado anteriormente e ela teria atribuído a Nathan participação no crime.
Ainda de acordo com a acusação, Taíse teria oferecido R$ 15 mil a Carlos Augusto para executar Nathan. Carlos, por sua vez, teria recrutado João Paulo, a quem teria repassado R$ 5 mil para participar da execução.
O homicídio ocorreu na noite de 4 de fevereiro de 2021. Nathan estava de bicicleta pela Travessa das Araras quando teria sido abordado por ocupantes de um Honda City prata. Segundo as investigações, João Paulo desceu do veículo armado com uma pistola calibre .380 e efetuou disparos contra a vítima.
Nathan foi atingido por seis disparos na região abdominal. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
A investigação também apontou, por meio de perícia de confronto microbalístico, que projéteis e estojos encontrados no local do crime eram compatíveis com a mesma arma apreendida posteriormente com Carlos Augusto.
Acusação e defesa
Na decisão de pronúncia, a Justiça entendeu haver elementos suficientes de materialidade e indícios de autoria para submeter os acusados ao Tribunal do Júri. Caberá aos jurados analisar as provas apresentadas durante o julgamento e decidir sobre a responsabilidade penal dos réus.
As defesas dos acusados apresentaram pedidos de absolvição e questionamentos processuais, que foram rejeitados na decisão mencionada.
O processo também envolveu uma filha de um dos acusados. Segundo as informações apresentadas, o processo em relação a ela foi arquivado a pedido do Ministério Público por falta de elementos que comprovassem sua participação no homicídio.

