A Polícia Civil de Araçatuba investiga as circunstâncias da morte de um cão de três anos, da raça Bernese Mountain Dog, que estava sob os cuidados de um pet shop no bairro Icaraí. O animal, chamado Aquiles, morreu no dia 29 de agosto, algumas horas depois de ser deixado no estabelecimento pela família.
O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) na tarde de segunda-feira (31) pela proprietária do cão e encaminhado ao 4º Distrito Policial de Araçatuba, responsável pelas providências de investigação.
De acordo com o boletim de ocorrência, Aquiles foi levado ao estabelecimento por volta das 9h45 daquele sábado. Como a tutora estava com uma viagem programada, a entrega foi feita pela mãe dela.
Segundo o relato apresentado à polícia, o cão não possuía comorbidades conhecidas, não fazia tratamento veterinário e, no momento em que foi deixado no pet shop, apresentava boas condições de saúde.
Família foi comunicada horas depois
Ainda conforme o registro policial, por volta das 16h52, a tutora recebeu mensagens enviadas pelo responsável pelo estabelecimento informando que Aquiles não estava bem e que um médico-veterinário havia sido chamado.
Pouco tempo depois, a família recebeu a informação de que o animal havia morrido.
Após tomar conhecimento do óbito, familiares da tutora e o advogado da família foram até o estabelecimento para buscar informações sobre o que havia acontecido.
No boletim, a proprietária relata que um dos responsáveis pelo local teria informado inicialmente que as câmeras de segurança não realizavam gravações. Também teria afirmado que um veterinário havia comparecido ao estabelecimento e tentado reanimar o cão.
Ainda segundo o relato registrado pela tutora, posteriormente o advogado da família questionou o médico-veterinário sobre o atendimento. Conforme a versão apresentada à polícia, o profissional teria informado que, quando chegou ao local, Aquiles já estava morto e que não havia realizado procedimento de reanimação.
As circunstâncias relatadas são objeto de apuração policial e não representam, neste momento, uma conclusão sobre a causa da morte ou eventual responsabilidade de terceiros.
Corpo foi encaminhado para exame
Após a morte, o corpo de Aquiles foi levado para uma clínica veterinária, onde seria submetido a exame para a elaboração de um laudo técnico.
O objetivo do procedimento é auxiliar na identificação da causa da morte do animal e fornecer elementos para a investigação.
O caso foi encaminhado ao 4º Distrito Policial de Araçatuba, que deverá reunir informações, analisar os documentos e laudos produzidos e ouvir as pessoas envolvidas para esclarecer o que ocorreu durante o período em que o animal permaneceu no estabelecimento.
Outro caso já foi investigado na região
A morte de animais durante permanência em estabelecimentos destinados a cuidados de pets já resultou em investigações policiais na região de Araçatuba.
Em agosto de 2024, a Polícia Civil de Braúna abriu investigação para apurar a morte de um cão da raça poodle após ele ser levado a um pet shop para banho. Na ocasião, o corpo do animal também foi encaminhado para exame necroscópico, e a polícia investigou as circunstâncias do caso.
Os dois casos, porém, são ocorrências distintas e não há relação informada entre eles.
No caso de Aquiles, a investigação em Araçatuba ainda depende dos exames veterinários e de outros elementos que poderão ser produzidos durante o procedimento policial.

