O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso na noite desta sexta-feira (4), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o religioso foi localizado no bairro Solemar durante o cumprimento da ordem judicial. A ocorrência foi registrada oficialmente como captura de procurado.
A decisão judicial que determinou a prisão também estabeleceu medidas cautelares destinadas à proteção das possíveis vítimas. Entre as restrições estão a proibição de aproximação a menos de 300 metros e a proibição de qualquer contato, direto ou indireto, por telefone, mensagens ou outros meios de comunicação. A determinação também impede que o padre frequente locais habitualmente utilizados pelas vítimas, incluindo residência, local de estudo ou eventual ambiente de trabalho.
As informações sobre as circunstâncias específicas das denúncias e a identidade das possíveis vítimas não foram divulgadas. O processo tramita sob sigilo, conforme informado pelas reportagens que acompanharam o caso.
Atuação religiosa
Jucelino de Oliveira mantinha atividades religiosas em Praia Grande e era responsável pela Casa Pime, espaço destinado a retiros, encontros, convivência, descanso e lazer ligado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime).
A própria Diocese de Santos registra que o padre foi nomeado, em fevereiro de 2026, para atuar na casa de retiros e encontros formativos do Pime em Praia Grande e também para coordenar o movimento Terço dos Homens na Diocese.
O sacerdote também celebrava missas na Capela São João Batista, no bairro Solemar, e na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, localizada no Jardim Imperador, segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam o caso.
A Casa Pime permanece aberta. O endereço da unidade de retiros em Praia Grande consta no site oficial do instituto, na Rua Coelho Neto, no bairro Solemar.
Até a publicação desta reportagem, a Diocese de Santos e as unidades religiosas relacionadas à atuação do padre não haviam divulgado manifestação oficial sobre a prisão. A defesa do religioso também não havia sido localizada ou apresentado posicionamento público.
A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil. Como o caso está em apuração e tramita sob sigilo, eventuais responsabilidades somente poderão ser estabelecidas após o avanço das investigações e das decisões da Justiça.

