Um homem de 58 anos procurou a Polícia Civil de Araçatuba para denunciar uma agressão que teria sofrido da companheira durante uma discussão ocorrida em setembro de 2024, no Conjunto Habitacional Hilda Mandarino. Segundo o relato registrado em boletim de ocorrência, ele teria sido atacado com uma faca e sofreu ferimentos que posteriormente exigiram cirurgia no quadril.
A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba na quarta-feira (10), quase dois anos após o episódio. O boletim foi elaborado como lesão corporal. Segundo o relato do homem à Polícia Civil, ele vivia em união estável com a mulher havia aproximadamente 29 anos.
Na madrugada de uma sexta-feira de setembro de 2024, os dois estavam na residência do casal quando começaram uma discussão. Ainda conforme a versão apresentada pelo homem, a companheira, que estaria sob efeito de bebida alcoólica, teria avançado contra ele segurando uma faca. Durante o confronto, ele afirma ter sido empurrado, caído e batido a perna direita contra o solo.
O homem relatou que, após o ocorrido, os ânimos se acalmaram e a mulher o ajudou a se acomodar na cama. Ele disse que pediu para que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) fosse acionado, mas que a companheira teria adormecido sem providenciar o socorro.
Na manhã seguinte, segundo o depoimento registrado, a mulher saiu para trabalhar sem procurar atendimento médico para o companheiro.
Posteriormente, uma prima do homem teria solicitado o atendimento do SAMU. Ele foi levado à Santa Casa de Araçatuba, onde foi constatada uma fratura. O registro informa que, devido à gravidade da lesão, foram necessárias inicialmente duas intervenções cirúrgicas que não apresentaram o resultado esperado.
Ainda segundo o relato, posteriormente foi necessária uma nova cirurgia para a colocação de uma prótese de quadril. O homem informou à polícia que ainda se encontrava em recuperação. O denunciante também relatou que, na época dos fatos, já apresentava sequelas decorrentes de um AVC e estava fisicamente debilitado, circunstância que, segundo ele, dificultou uma reação para se defender da agressão.
A ocorrência foi registrada somente agora porque, conforme consta no boletim, a mulher deixou a residência do casal em 4 de agosto de 2026 e posteriormente teria solicitado uma medida protetiva contra ele.
Diante do relato, a Polícia Civil requisitou guia para exame de corpo de delito indireto junto ao Instituto Médico-Legal (IML), com o objetivo de auxiliar na apuração dos fatos narrados.
O caso foi encaminhado para outra unidade policial responsável pela investigação. A vítima foi orientada sobre o prazo legal para eventual representação criminal.

