Um vendedor, de 42 anos, procurou a Polícia Civil de Araçatuba nessa terça-feira (11) após perder R$ 24.585 em um golpe envolvendo um suposto leilão de veículos. Segundo o boletim de ocorrência, ele acreditava estar adquirindo um Volkswagen Voyage, mas descobriu posteriormente que a negociação não tinha qualquer relação com a empresa de leilões utilizada pelos golpistas.
De acordo com o relato apresentado à polícia, a vítima encontrou o anúncio do veículo e manteve contato com uma pessoa que se identificou como Amanda Souza. A negociação teria sido conduzida por meio de um número de telefone informado no anúncio.
O carro oferecido seria um Volkswagen Voyage branco, ano/modelo 2019/2019. Convencido de que participava de uma negociação legítima, o vendedor realizou, na segunda-feira (10), uma transferência bancária via TED utilizando um terminal de autoatendimento da Caixa Econômica Federal, localizado na Rua do Fico, em Araçatuba.
A transferência totalizou R$ 24.585, incluindo R$ 25 referentes a tarifas bancárias. Conforme registrado no boletim de ocorrência, o valor foi destinado a uma conta da Caixa Econômica Federal cuja beneficiária informada era Larissa S. Santos.
Após o pagamento, entretanto, a vítima recebeu um novo contato dos supostos representantes do leilão. Dessa vez, foi informada de que deveria pagar mais R$ 5.898,85, valor apresentado como uma suposta taxa de vistoria.
A nova cobrança levantou suspeitas. O vendedor decidiu não realizar o segundo pagamento e tentou novamente falar com as pessoas envolvidas na negociação, mas não conseguiu mais contato.
Diante da situação, ele passou a pesquisar informações sobre a empresa na internet e encontrou outro número de telefone que aparecia como pertencente à Sumaré Leilões. Ao entrar em contato, recebeu a informação de que não existia cadastro ou negociação em seu nome.
Foi nesse momento que, segundo o boletim de ocorrência, o vendedor percebeu que havia sido vítima de uma fraude.
A própria Sumaré Leilões mantém alertas públicos sobre golpes envolvendo falsos sites e pessoas que utilizam o nome da empresa para aplicar fraudes. Em comunicado publicado em seu site, a empresa informa que não realiza negociações por WhatsApp, não faz venda direta ou monitorada e orienta que pagamentos sejam feitos exclusivamente pelos canais oficiais e conforme as condições previstas nos editais.
A empresa também disponibiliza em seu site oficial os canais de contato e orientações para participação segura nos leilões.
O caso registrado em Araçatuba será investigado pela Polícia Civil. As autoridades deverão apurar as circunstâncias da fraude, identificar os responsáveis pela negociação e verificar o destino do dinheiro transferido pela vítima.

