O Governo de São Paulo ampliou a rede de atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica e passou a oferecer mais opções para que denúncias sejam registradas durante 24 horas, inclusive por meios digitais. Desde 2023, o número de pontos físicos com atendimento especializado aumentou de 202 para 379 unidades, entre Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e Salas DDM 24h.
A estrutura também inclui a Delegacia Eletrônica e o aplicativo SP Mulher Segura, que permitem registrar ocorrências sem que a vítima precise se deslocar imediatamente até uma unidade policial. Os canais digitais também possibilitam o pedido de medida protetiva de urgência e o envio de fotos e vídeos relacionados à ocorrência.
Segundo o governo estadual, depois do registro, policiais civis entram em contato com a vítima para dar continuidade ao atendimento. O pedido de medida protetiva é encaminhado para análise da Justiça e só passa a produzir efeitos após a decisão judicial.
Atendimento especializado 24 horas
A rede paulista conta atualmente com 144 Delegacias de Defesa da Mulher e 235 Salas DDM 24h. De acordo com os dados divulgados pelo Estado, a quantidade de salas especializadas cresceu 280% desde 2023.
As Salas DDM 24h funcionam em delegacias que mantêm plantão policial durante todo o dia. Nesses locais, a vítima pode registrar a ocorrência e solicitar medida protetiva com atendimento especializado de forma remota.
O atendimento é realizado virtualmente por delegadas e profissionais mulheres, que fazem o registro, acolhem a vítima e orientam sobre os serviços disponíveis na rede de proteção.
A estratégia busca ampliar o acesso principalmente para mulheres que vivem em municípios ou regiões distantes de uma Delegacia da Mulher.
Desde 2023, foram instaladas 173 novas Salas DDM 24h. Segundo o balanço estadual, foram 15 novas unidades em 2023, 75 em 2024, 18 em 2025 e outras 65 em 2026.
Além das salas, o número de DDMs físicas passou de 140 para 144 no período, com novas unidades em Paulínia, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha e Atibaia.
Das 144 DDMs existentes no Estado, 20 funcionam ininterruptamente: sete estão na capital, duas na Grande São Paulo e 11 no interior.
Denúncias também podem ser feitas pela internet
A Delegacia Eletrônica da Polícia Civil oferece uma plataforma para o registro de ocorrências de violência doméstica pela internet.
Acesse a Delegacia Eletrônica de São Paulo
A vítima pode preencher as informações sobre o caso e solicitar medida protetiva por meio do sistema. Também é possível encaminhar imagens e vídeos que possam contribuir para a análise da ocorrência.
O Governo de São Paulo mantém ainda uma página com a relação das Delegacias de Defesa da Mulher e das Salas DDM 24h existentes no Estado.
Confira a localização das DDMs e Salas DDM 24h
Aplicativo permite acionar a Polícia Militar
Outra ferramenta disponível é o aplicativo SP Mulher Segura. Além de permitir o registro de ocorrências, a plataforma oferece recursos de segurança para mulheres que estejam em situação de risco.
Até agosto de 2026, o aplicativo contabilizava 79,9 mil usuárias ativas e 20,1 mil acionamentos do botão do pânico, segundo dados divulgados pelo governo paulista.
Quando o botão é acionado, o sistema encaminha uma ocorrência ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). A localização da usuária é utilizada para orientar o deslocamento de uma viatura até o local.
O aplicativo também permite cadastrar um contato de emergência, escolhido pela própria usuária como integrante de sua rede de apoio, além de possibilitar o cadastro de informações relacionadas à medida protetiva.
Após o atendimento da ocorrência, a Cabine Lilás pode entrar em contato com a pessoa cadastrada como contato de emergência para reforçar a rede de apoio à vítima.
Em caso de emergência, ligue 190
Em situações de emergência ou quando houver risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Após o atendimento inicial, a Cabine Lilás oferece suporte especializado e orienta a vítima sobre os serviços que podem ser acionados de acordo com cada situação.
A secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, destaca que a ampliação dos canais busca reduzir obstáculos para quem precisa pedir ajuda.
“Não se calem. Denunciem. O Estado disponibiliza vários canais de acesso, várias ferramentas que estão à disposição para facilitar a denúncia”, afirmou.
Segundo a secretária, a intenção é ampliar o acesso à rede de proteção e facilitar o pedido de ajuda em diferentes regiões do Estado.
Rede reúne diferentes áreas
As ações de enfrentamento à violência contra a mulher são reunidas pelo Governo de São Paulo no movimento SP por Todas, lançado em março de 2024.
A iniciativa reúne políticas de diferentes áreas, incluindo segurança, saúde, acolhimento e autonomia econômica. A coordenação é feita pela Secretaria de Políticas para a Mulher, com participação de outras secretarias estaduais.
A ampliação da estrutura de atendimento ocorre paralelamente à manutenção dos canais digitais e dos serviços de emergência, permitindo que mulheres em diferentes regiões tenham alternativas para registrar denúncias, buscar orientação e solicitar proteção.
Em casos de risco imediato, a orientação permanece sendo o acionamento da Polícia Militar pelo 190.

