Uma aposentada de 78 anos perdeu R$ 114 mil, após ser enganada por criminosos que utilizaram uma sequência de falsas identidades para convencê-la a transferir o dinheiro para uma conta bancária.
O caso foi registrado na última sexta-feira (28), em Penápolis, como estelionato. O golpe começou com uma ligação de um homem, que afirmou trabalhar para a CPFL, informando que a vítima teria o direito de receber valores referentes a supostas cobranças relacionadas à bandeira tarifária vermelha.
Com isso, a idosa procurou uma agência da concessionária para confirmar a informação, sendo avisada de que a CPFL não realizava aquele tipo de procedimento e que poderia estar diante de uma tentativa de golpe.
GERENTE DE BANCO
Mesmo após o alerta, os criminosos conseguiram manter contato com a vítima. Depois que ela retornou para casa, recebeu novas ligações de um homem que se apresentou como gerente do Banco do Brasil.
Ele relatou que havia ocorrido uma tentativa de acesso às contas dela e que seria necessário proteger os valores.
JUIZ FEDERAL
Para dar a impressão de veracidade, outra pessoa participou da ligação, se identificando como juiz federal. Os golpistas, então, inventaram um procedimento chamado de “acautelamento” de valores.
A aposentada foi orientada a transferir o dinheiro para uma conta que, segundo os criminosos, estaria vinculada a uma autoridade judicial e serviria para manter os valores protegidos durante uma suposta investigação.
Convencida, a aposentada realizou a transferência de R$ 114 mil para uma conta de terceiro. Mesmo depois do procedimento, os golpistas permaneceram em contato com a vítima durante horas.
NOVA OPERAÇÃO
Na sequência, passaram a solicitar uma nova operação financeira, no valor aproximado de R$ 234,6 mil, alegando que os demais recursos também precisariam ser protegidos.
Foi nesse momento que a idosa passou a desconfiar que poderia ser um golpe. Ela voltou até ao Banco do Brasil, relatando a situação para uma funcionária. A instituição confirmou imediatamente que não existia nenhum procedimento legítimo de “acautelamento” de dinheiro por meio de transferências bancárias.
O gerente bloqueou os cartões da vítima e adotou outras medidas de segurança nas contas. Em seguida, foi orientada a procurar a Polícia Civil, que instaurará inquérito para apurar o caso.
(Por: Ivan Ambrósio – AvaNews)

