Um homem morreu na tarde de terça-feira (4) na Santa Casa de Araçatuba, dois dias após ser espancado durante uma agressão ocorrida em Bilac. Com a confirmação do óbito de Alex Augusto Alves Panini, de 30 anos, a Polícia Civil alterou a natureza da ocorrência de tentativa de homicídio para homicídio consumado.
O crime aconteceu na tarde de domingo (2), em uma residência localizada na Rua Mediterrâneo, no bairro Fluente, em Bilac. Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de agressão e encontraram a vítima caída, inconsciente e com intenso sangramento na cabeça. Alex foi socorrido inicialmente para a Santa Casa de Bilac e, devido à gravidade dos ferimentos, transferido para a Santa Casa de Araçatuba, onde permaneceu internado em estado gravíssimo até morrer às 15h18 de terça-feira.
Segundo o relato da esposa da vítima à polícia, dois homens entraram no imóvel, cujo portão estava aberto, e passaram a agredir Alex utilizando um pedaço de madeira e um fragmento de telha ou tijolo. As agressões cessaram apenas quando ele caiu desacordado. Antes de fugir, um dos suspeitos ainda teria dito que não mataria a vítima naquele momento “por consideração à esposa e às crianças”.
As investigações apontam que o ataque teria sido motivado por desavenças anteriores envolvendo discussões relacionadas a pipas. Durante as diligências, um dos investigados foi localizado após uma tentativa de fuga, que incluiu perseguição por terrenos, muros e telhados. Após ser detido, ele confessou participação no crime e afirmou que as agressões ocorreram após um desentendimento envolvendo seu irmão e a vítima. O outro investigado também se apresentou à polícia e admitiu participação, embora tenha negado a intenção de matar.
De acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam que a vítima foi surpreendida pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa, circunstância que fundamentou o enquadramento inicial por tentativa de homicídio qualificado, em razão do motivo considerado fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a morte de Alex, o caso passou a ser investigado como homicídio consumado.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois investigados. Segundo a autoridade policial, a medida foi solicitada para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e evitar novos conflitos entre as famílias envolvidas. O inquérito segue em andamento e deverá reunir novos laudos periciais e demais provas para conclusão da investigação.

