Um homem foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (3), em Araçatuba (SP), suspeito dos crimes de estupro de vulnerável, violência doméstica e ameaças. Segundo a Polícia Militar, ele é acusado de praticar atos libidinosos contra a própria enteada, uma menina de 9 anos, além de ameaçar a companheira para impedir que o caso fosse denunciado às autoridades.
De acordo com a ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas após testemunhas ouvirem gritos de socorro vindos de uma residência. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o suspeito bastante alterado e nervoso.
Durante as buscas na casa, os militares localizaram a mulher trancada em um cômodo nos fundos da residência. Ela estava acompanhada da filha de 9 anos e de um menino de 11 anos.
Em depoimento aos policiais, a mulher relatou que, dias antes, a filha havia sido vítima de atos libidinosos supostamente praticados pelo companheiro. Ainda segundo a vítima, ela foi ameaçada de morte caso procurasse a polícia ou denunciasse o crime. A mulher também informou que vinha sofrendo violência doméstica e constantes ameaças por parte do suspeito.
Diante da gravidade das denúncias e dos elementos verificados no local, os policiais deram voz de prisão ao homem. Conforme a Polícia Militar, durante a detenção ele passou a ameaçar os próprios policiais, afirmando que os mataria.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante. Ele permaneceu à disposição da Justiça e deverá responder, conforme a investigação, pelos crimes relacionados ao caso.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações, ouvindo testemunhas e reunindo outros elementos para apurar os fatos. Por envolver uma criança, a identidade da vítima e demais informações que possam permitir sua identificação são preservadas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima por meio do Disque 100, além das Delegacias de Defesa da Mulher, Conselhos Tutelares e demais órgãos de segurança pública.

