Uma mulher morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas após uma discussão entre vizinhos terminar em tiros na tarde deste domingo (16), no bairro Bandeirantes, em Lins, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o conflito teria começado durante uma confraternização familiar e envolvia uma antiga desavença entre duas famílias, que também já haviam discutido anteriormente por causa de som alto.
De acordo com as informações registradas na ocorrência, um homem teria ido até o local onde acontecia o almoço e pedido que o volume do som fosse reduzido. Na sequência, segundo a versão apresentada pela investigação, ele retornou para a própria residência, pegou um revólver e efetuou diversos disparos contra pessoas que estavam na rua.
Uma mulher foi atingida pelos tiros e morreu em decorrência dos ferimentos. Outras cinco pessoas também foram baleadas. Algumas delas foram socorridas em estado grave para unidades de saúde da cidade.
Suspeito apresenta versão de legítima defesa
O homem apontado como autor dos disparos foi preso em flagrante pela Polícia Militar e levado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins.
Durante o depoimento, entretanto, o suspeito apresentou uma versão diferente da relatada inicialmente pela polícia. Ele afirmou que teria agido em legítima defesa e alegou que ele e familiares já haviam sido ameaçados anteriormente.
Segundo o depoimento do suspeito, no momento da confusão, algumas pessoas teriam avançado em sua direção. Ele afirmou ainda que viu uma delas fazer um movimento em direção à cintura, como se fosse retirar algum objeto.
A alegação de legítima defesa será analisada no decorrer da investigação. Até o momento, a identidade das pessoas envolvidas não foi divulgada pelas autoridades.
Filho afirma que foram sete disparos
O filho do suspeito também prestou informações à polícia. Segundo ele, o pai efetuou sete disparos, recarregou o revólver e permaneceu no local até a chegada das equipes da Polícia Militar.
A arma utilizada na ocorrência foi apreendida. Os policiais também recolheram munições, um telefone celular, câmeras de segurança e um cartão de memória.
Os materiais deverão ser analisados para auxiliar na reconstrução da dinâmica do episódio e na apuração das circunstâncias que antecederam os disparos.
Investigação vai apurar a dinâmica
A Polícia Civil ficará responsável pela investigação do caso, incluindo a análise das versões apresentadas pelos envolvidos, depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e demais elementos apreendidos.
A apuração deverá esclarecer como começou a discussão, o que ocorreu imediatamente antes dos tiros e as circunstâncias em que cada uma das vítimas foi atingida.
O suspeito permaneceu preso em flagrante na CPJ de Lins e aguardava, até a última atualização disponível, a realização da audiência de custódia, procedimento em que a Justiça analisa a legalidade da prisão e as condições para sua manutenção ou eventual concessão de liberdade.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

