A Campanha de Multivacinação continua até 1º de setembro nos 645 municípios do estado de São Paulo. A mobilização é voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Paralelamente, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, independentemente do histórico vacinal, após a confirmação de 23 casos da doença no estado.
A campanha começou em 3 de agosto e disponibiliza os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade, o histórico de cada pessoa e as indicações específicas para cada vacina. Entre as doses oferecidas estão as que protegem contra doenças como poliomielite, meningites, hepatites, influenza, covid-19, febre amarela, HPV, dengue e sarampo.
No último sábado (22), durante o Dia D da mobilização, mais de 600 mil doses de diferentes vacinas foram aplicadas em todo o estado, segundo dados preliminares do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP).
Vacinação contra o sarampo
A estratégia de reforço contra o sarampo foi adotada após a confirmação de 23 casos da doença em São Paulo em 2026. Desse total, 20 ocorreram entre moradores da capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, 16 dos pacientes não tinham registro de vacinação ou estavam com o esquema incompleto.
A recomendação para os três municípios é que pessoas de 6 meses a 59 anos recebam a vacina contra o sarampo, mesmo que não tenham histórico vacinal registrado, desde que não apresentem contraindicações e após avaliação da equipe de saúde. A medida foi recomendada pelo Ministério da Saúde como estratégia para conter a circulação do vírus.
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias podem receber a chamada dose zero da vacina contra o sarampo. Essa aplicação funciona como uma proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que são administradas aos 12 e aos 15 meses.
Entre os casos registrados neste ano, crianças menores de 2 anos representam o grupo mais atingido. A ocorrência dos casos também levou as autoridades sanitárias a intensificar medidas como investigação epidemiológica, monitoramento de contatos, busca ativa e orientação aos serviços de saúde.
Como funciona a campanha
Pais e responsáveis por crianças e adolescentes menores de 15 anos devem procurar uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal. A orientação é levar a caderneta de vacinação, quando disponível, para que os profissionais possam conferir as doses já recebidas e identificar eventuais vacinas em atraso.
A aplicação não ocorre de forma igual para todas as pessoas. A equipe de saúde avalia a idade, o histórico vacinal e as recomendações previstas para cada faixa etária antes de indicar as doses necessárias.
A campanha reúne 20 tipos de imunizantes do calendário nacional. Entre eles estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócicas, meningocócicas, influenza, covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, HPV e dengue.
Sintomas do sarampo
O sarampo é uma doença viral que pode provocar febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis devem procurar atendimento médico e informar à equipe de saúde sobre eventual viagem recente ou contato com alguém que tenha apresentado quadro semelhante.
Os serviços de saúde devem notificar e investigar casos suspeitos, sem a necessidade de aguardar a confirmação laboratorial para iniciar as medidas de controle recomendadas pelas autoridades sanitárias.
Onde buscar informações
As vacinas previstas no calendário são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os horários de funcionamento e os locais de vacinação devem ser consultados diretamente com a Secretaria Municipal de Saúde de cada cidade.
O Governo de São Paulo também mantém o portal Vacina 100 Dúvidas, com informações sobre calendário vacinal, segurança das vacinas, possíveis reações e prevenção de doenças.
A Campanha de Multivacinação permanece nos 645 municípios paulistas até 1º de setembro.

