A Prefeitura de Guararapes iniciou, neste mês de julho, o projeto de reflorestamento da Área de Preservação Permanente (APP) do Córrego do Frutal, um dos principais mananciais responsáveis pelo abastecimento de água do município. A iniciativa é coordenada pelo Departamento Municipal de Meio Ambiente e busca recuperar a vegetação nativa em uma área considerada estratégica para a conservação dos recursos hídricos.
O projeto prevê a recuperação de 8,62 hectares de APP localizada a aproximadamente 10 quilômetros da represa de captação de água que abastece a cidade. Segundo a administração municipal, o Córrego do Frutal é responsável por fornecer mais de 60% da água utilizada no abastecimento público de Guararapes, tornando a preservação da área fundamental para a segurança hídrica do município.
Para executar os serviços, a Prefeitura contratou, por meio de processo licitatório, a empresa Flora Paulista Viveiro Florestal Ltda. O contrato prevê todas as etapas necessárias para a restauração ambiental, incluindo preparo do solo, fornecimento de mudas de espécies nativas, plantio, tratos culturais, manutenção e monitoramento da área reflorestada.
O investimento total é de R$ 258 mil, sendo R$ 250.260,00 provenientes do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) e R$ 7.740,00 de contrapartida do Tesouro Municipal.
O cronograma estabelece um período de 36 meses para a execução completa do projeto. Durante esse tempo, além do plantio das mudas, serão realizados serviços periódicos de manutenção e acompanhamento técnico para garantir que a recuperação da vegetação alcance os parâmetros definidos pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil).
De acordo com a engenheira ambiental do município, Tatiana Magri, a recomposição da vegetação nas margens de nascentes e cursos d’água desempenha papel essencial na conservação dos recursos hídricos. Segundo ela, a vegetação nativa ajuda a proteger o solo contra processos erosivos, reduz o assoreamento dos córregos, melhora a infiltração da água no solo e contribui para manter tanto a qualidade quanto a disponibilidade de água para abastecimento. Além disso, essas áreas funcionam como abrigo para diversas espécies da fauna e da flora, favorecendo a preservação da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.
O projeto é resultado de uma proposta apresentada pelo município ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê, que aprovou a iniciativa em 2025. Após a análise técnica e documental realizada pelo Fehidro, o empreendimento recebeu autorização para o repasse dos recursos estaduais, permitindo o início das ações de recuperação ambiental neste ano.
A recuperação de áreas de preservação permanente é uma das estratégias utilizadas para fortalecer a proteção dos mananciais e garantir melhores condições ambientais para o abastecimento público, contribuindo para a conservação dos recursos naturais a longo prazo.

