A Vigilância Sanitária de Guararapes iniciou nesta semana a poda anual das palmeiras existentes em áreas públicas do município. A ação faz parte das estratégias de prevenção e controle do bicho-barbeiro, inseto que pode transmitir a doença de Chagas, e busca reduzir os locais utilizados pelo vetor para abrigo e reprodução.
Segundo a Prefeitura, o trabalho consiste na remoção das folhas secas e do material vegetal acumulado ao longo do ano, ambiente que favorece a permanência do inseto. Após a poda, as equipes aplicam inseticida na parte superior das árvores para evitar que os barbeiros migrem para imóveis próximos.
Os insetos eventualmente encontrados durante os serviços são recolhidos e encaminhados ao laboratório da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), onde passam por análise para verificar a presença do protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença de Chagas.
Trabalho começou pela Praça Mohamad Dargham
A operação teve início na Praça Mohamad Dargham e será ampliada para outros pontos da cidade. O cronograma prevê serviços na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Lazer e nas avenidas localizadas nos bairros Copacabana, Eurides Amaral, Princesa Isabel, Raquel Caldas e Gaudêncio José Pereira.
Além da poda das palmeiras, agentes de combate às endemias percorrem um raio de aproximadamente 300 metros ao redor dos locais atendidos para orientar moradores sobre medidas preventivas e distribuir materiais educativos com informações sobre o inseto e a doença de Chagas.
Palmeiras podem servir de abrigo ao inseto
De acordo com a Vigilância Sanitária, as palmeiras são ambientes frequentemente utilizados pelo bicho-barbeiro, principalmente porque abrigam aves, como as maritacas, que servem de fonte de alimentação para o inseto. Embora a presença do barbeiro nas árvores não signifique, necessariamente, risco de transmissão da doença, o monitoramento contínuo é considerado importante para reduzir a circulação do vetor em áreas urbanas.
A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e pode ser transmitida quando insetos infectados eliminam fezes próximas ao local da picada. O parasita pode penetrar no organismo por meio da pele lesionada ou das mucosas. Segundo o Ministério da Saúde, o controle do vetor, a vigilância entomológica e a orientação da população são medidas fundamentais para prevenir novos casos.
O que fazer ao encontrar um barbeiro
A Vigilância Sanitária orienta que, ao encontrar um inseto com características de bicho-barbeiro, a população evite tocá-lo diretamente. A recomendação é utilizar um saco plástico para proteger as mãos, colocar o inseto em um recipiente fechado, como uma caixa de fósforos, um vidro ou um saco plástico bem vedado, e encaminhá-lo à Vigilância Sanitária para identificação e análise laboratorial.
A Prefeitura reforça que a participação da população, por meio da comunicação de suspeitas e da adoção das orientações preventivas, contribui para o monitoramento do inseto e para as ações de vigilância desenvolvidas no município.

