Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas na tarde deste domingo (21), no bairro Mão Divina, em Araçatuba. A ocorrência foi registrada por equipes da Polícia Militar durante patrulhamento pela Rua José Carlos Caldas, onde a suspeita foi abordada após tentar fugir ao perceber a aproximação da viatura.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais cabos Eduardo e Gleyson já possuíam informações e denúncias apontando que a mulher teria participação ativa na logística do tráfico de drogas nos bairros São José, Beatriz e Mão Divina. As informações indicavam que ela seria responsável pelo gerenciamento, como a guarda e distribuição de entorpecentes, além do recolhimento de valores provenientes da atividade criminosa.
Ainda segundo a PM, ao notar a presença policial, a mulher correu para dentro de uma residência, carregando uma sacola verde. Um dos policiais realizou o acompanhamento e relatou ter visto a suspeita esconder a sacola atrás de um colchão antes de seguir para o banheiro, onde teria quebrado um aparelho celular e o descartado em uma lixeira.
Durante a averiguação, os militares localizaram na sacola 271 pinos contendo substância semelhante à cocaína, uma porção de crack embalada em saco tipo zip lock e uma balança de precisão com vestígios de entorpecentes. Antes da busca pessoal realizada por uma policial feminina, Janaína entregou espontaneamente R$ 804 em dinheiro que estava em seu bolso.
A Polícia Militar também informou que a suspeita já havia sido citada em uma ocorrência anterior, registrada em maio deste ano, quando quatro pessoas foram detidas em um imóvel ligado a ela e foram apreendidos drogas, dinheiro, balança de precisão e celulares. Na ocasião, conforme o registro policial, ela conseguiu fugir antes da abordagem.
Diante dos fatos, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas. Segundo a PM, foi necessário o uso de algemas devido ao risco de fuga. Ela foi encaminhada à Central de Flagrantes, onde foi acompanhada por advogada constituída para sua defesa.
O celular apreendido, apesar de danificado, permaneceu em funcionamento. Conforme o registro da ocorrência, o aparelho poderá passar por extração de dados mediante autorização judicial, com o objetivo de auxiliar nas investigações sobre a possível estrutura de distribuição de drogas e outros crimes relacionados.

