A Polícia Civil apreendeu uma arma, munições, celulares e outros equipamentos eletrônicos na manhã desta quarta-feira (16), durante uma operação relacionada à investigação da morte de Robert Ronald Ramos Vieira, de 29 anos, baleado em frente a um bar de Araçatuba (SP), na noite de 30 de agosto. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos por determinação da Justiça.
De acordo com o delegado Marcel Basso, responsável pela investigação, as ordens judiciais foram cumpridas na residência do policial penal G. D. C. A., que é réu pelo homicídio, no estabelecimento relacionado ao caso e nas casas dos proprietários do bar.
Durante as buscas, os policiais localizaram um revólver, munições, coldres, aparelhos celulares, um tablet e gravadores digitais de vídeo (DVRs), equipamentos utilizados para armazenamento de imagens de câmeras de segurança.

A operação faz parte do trabalho de investigação das circunstâncias que levaram à morte de Robert. O crime ocorreu em uma via pública, nas proximidades de um bar, e foi registrado por câmeras de segurança.
Investigação e denúncia
G.D.C.A., de 39 anos, foi preso em flagrante após os disparos e permanece detido preventivamente. Posteriormente, o Ministério Público ofereceu denúncia contra ele pelo crime de homicídio qualificado.
A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 9 de setembro pelo juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda, da 2ª Vara Criminal de Araçatuba. Com o recebimento da denúncia, o policial penal passou à condição de réu no processo.
Segundo o Ministério Público, o policial penal estava de folga quando ocorreu o crime. A Promotoria sustenta que ele efetuou três disparos contra Robert e aponta como qualificadoras o recurso que teria dificultado a defesa da vítima e o uso de meio que teria colocado outras pessoas em risco.
A acusação também afirma que os tiros foram efetuados em via pública, nas proximidades de um estabelecimento comercial que estava em funcionamento, circunstância que, segundo o MP, teria exposto terceiros ao perigo.
O que mostram as imagens
Imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação registraram a abordagem. Segundo as informações apresentadas no processo e divulgadas por veículos que acompanharam o caso, o policial se aproximou de Robert e de uma mulher que estavam na rua.
Na sequência, o agente teria empurrado Robert para trás, apontado a arma e efetuado os disparos. A vítima foi atingida três vezes.
Robert foi socorrido por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado à Santa Casa de Araçatuba, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade em 1º de setembro.
Ainda conforme as informações divulgadas sobre a investigação, Robert carregava na cintura um objeto que aparentava ser uma arma de fogo, mas que posteriormente foi identificado como uma réplica. Esse elemento integra a apuração sobre as circunstâncias da abordagem e dos disparos.
A Justiça converteu a prisão em flagrante do policial penal em preventiva após a audiência de custódia realizada no dia seguinte ao crime. Ele segue preso enquanto o processo criminal tramita.
Com a nova etapa da investigação, os materiais apreendidos nesta quarta-feira deverão passar por análise, podendo contribuir para o esclarecimento das circunstâncias do homicídio e para a instrução do processo judicial.
O caso continua em andamento na Justiça e a investigação policial segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

