O homem investigado pela morte do carpinteiro José Jares Gabriel da Silva, de 45 anos, compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia de Birigui nesta segunda-feira (8), acompanhado de seu advogado, para prestar esclarecimentos sobre o caso ocorrido na última quinta-feira. Durante o depoimento, ele apresentou sua versão dos fatos e alegou ter agido em legítima defesa.
Segundo informações divulgadas pela defesa, o investigado foi até a unidade policial acompanhado do advogado André Leonardo Torresan Pereira da Silva e colaborou com os procedimentos conduzidos pela Polícia Civil. O objetivo da apresentação espontânea foi fornecer esclarecimentos sobre as circunstâncias que culminaram na morte da vítima.
De acordo com o relato apresentado à autoridade policial, o episódio teria começado após uma discussão entre os envolvidos durante um encontro social. Conforme a versão do investigado, em determinado momento da desavença, José Jares teria se armado com um facão e uma faca, passando a ameaçá-lo e tentando atingi-lo.
Ainda segundo o depoimento, o homem afirmou que reagiu para preservar sua integridade física diante do que classificou como uma agressão iminente. Ele sustenta que não tinha outra alternativa para interromper o suposto ataque e que os golpes desferidos ocorreram dentro de uma situação de legítima defesa.
Ao RP10, o advogado André Leonardo Torresan destacou que seu cliente se apresentou voluntariamente às autoridades, prestou esclarecimentos e permanece à disposição para colaborar com as investigações.
O defensor também afirmou que a tese de legítima defesa será sustentada durante o andamento do inquérito policial. Segundo ele, a análise completa do caso dependerá da avaliação de todos os elementos reunidos pela investigação, incluindo depoimentos de testemunhas, eventuais imagens, laudos periciais e demais provas que possam esclarecer a dinâmica dos fatos.
A Polícia Civil segue conduzindo as diligências para apurar as circunstâncias da morte de José Jares Gabriel da Silva. Os investigadores trabalham na coleta de informações e evidências que possam auxiliar na reconstrução do ocorrido.
Até a conclusão do inquérito, as autoridades não divulgaram posicionamento sobre a versão apresentada pelo investigado. A definição de eventual responsabilidade criminal dependerá da análise do conjunto probatório reunido durante a investigação e das decisões que vierem a ser tomadas pela Justiça ao longo do processo.
