A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária amarela será mantida durante o mês de julho. Com isso, os consumidores de todo o país continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de energia elétrica.
Segundo a Aneel, a decisão reflete a permanência das condições menos favoráveis para a geração de energia, típicas do período seco. Nesta época do ano, a redução das chuvas diminui o volume de água armazenado nos reservatórios das usinas hidrelétricas, tornando necessário o acionamento de usinas termelétricas, cuja geração possui custo mais elevado.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado justamente para informar aos consumidores o custo real da produção de energia elétrica no país. A cobrança adicional varia de acordo com as condições de geração, permitindo que os consumidores acompanhem as mudanças nos custos do setor elétrico e possam adotar medidas para economizar energia.
A bandeira amarela está em vigor desde abril e permanecerá em julho em razão da necessidade de complementar a geração hidrelétrica com outras fontes de energia. A Aneel ressalta que o acompanhamento das condições dos reservatórios e das previsões climáticas é realizado continuamente para definir a bandeira tarifária de cada mês.
Na região noroeste paulista, os principais reservatórios utilizados para geração de energia apresentam níveis considerados intermediários de armazenamento útil. A Usina de Água Vermelha, no Rio Grande, opera com 62,9% da capacidade útil. A Usina de Marimbondo, também no Rio Grande, registra 63,5%. Já a Usina de Ilha Solteira, no Rio Paraná, apresenta volume útil de 78,5%, um dos maiores índices entre os grandes reservatórios da região.
Como funcionam as bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias possui quatro níveis, que indicam as condições de geração de energia no país:
- Bandeira verde: não há cobrança adicional na conta de energia.
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
- Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
A Aneel orienta que o uso consciente da energia continua sendo uma das principais formas de reduzir o valor da conta, especialmente durante os meses de estiagem, quando os custos de geração tendem a ser mais elevados.

