O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em sua rede social um artigo do colunista John Gizzi, do veículo conservador Newsmax, que aponta o Brasil como um dos principais desafios políticos para a estratégia norte-americana na América Latina. Segundo a publicação, as eleições presidenciais brasileiras de 2026 são consideradas um “grande teste” para os objetivos definidos pelo governo dos EUA na Estratégia de Segurança Nacional divulgada em 2025.
No artigo, Gizzi afirma que uma sequência de vitórias de candidatos alinhados à direita em países latino-americanos representaria um amplo realinhamento político favorável ao presidente norte-americano. Entre os países citados estão El Salvador, Argentina, Equador e Colômbia, além das eleições previstas para Peru, Honduras, Bolívia, Chile e Brasil.
A publicação destaca que, pelo peso econômico e político do Brasil na região, a próxima disputa presidencial poderá ser “a mais importante do hemisfério”. O texto sustenta que uma eventual mudança de orientação política no país alteraria significativamente o cenário geopolítico da América Latina em comparação com a última década.
O artigo também menciona que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam se articulando em torno do senador Flávio Bolsonaro para disputar a Presidência da República, ao mesmo tempo em que faz referência ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As afirmações refletem a análise apresentada pelo colunista e reproduzida por Trump em sua rede social.
Além do Brasil, o texto cita Venezuela, Cuba e Nicarágua como desafios para a política externa norte-americana na região. O autor conclui que Trump estaria promovendo uma reconfiguração política das Américas por meio do fortalecimento de governos alinhados às posições defendidas pelo republicano.
A estratégia mencionada no artigo está alinhada a um documento publicado pela Casa Branca em dezembro de 2025, no qual o governo dos Estados Unidos anuncia a adoção de um chamado “Corolário Trump” à Doutrina Monroe. O texto afirma que Washington pretende ampliar sua presença em áreas consideradas estratégicas no Hemisfério Ocidental e reduzir a influência de empresas estrangeiras na infraestrutura da região, como parte da política de reforço da presença norte-americana na América Latina.

