Um tamanduá-bandeira tem chamado a atenção de moradores do bairro Concórdia 3, em Araçatuba (SP). O animal, considerado vulnerável à extinção, voltou a ser visto na noite desta quinta-feira (7), enquanto se alimentava no canteiro central da Avenida Abrão Buchala, ao lado do condomínio The Wall.
A presença do mamífero já se tornou frequente na região e atrai curiosos que param para fotografar e gravar vídeos do animal. Por volta das 19h30, moradores registraram novamente a passagem do tamanduá pelo local. A equipe do RP10 também acompanhou e filmou a movimentação.
Veja o vídeo:
Segundo relatos de moradores do condomínio, o animal costuma aparecer durante o período noturno para procurar alimento em formigueiros espalhados pelo canteiro da avenida.
“Durante o dia ele vai para o mato, mas à noite volta aqui para se alimentar. Muita gente para para tirar fotos e fazer vídeos porque é um animal muito bonito”, contou uma moradora.
O tamanduá-bandeira, cujo nome científico é Myrmecophaga tridactyla, é um dos mamíferos mais emblemáticos da fauna brasileira. A espécie pode ser encontrada em grande parte da América Latina e ocorre em quase todo o território nacional.
Conhecido também como tamanduá-açu e jurumim, o animal chama a atenção pela longa cauda peluda, que lembra uma bandeira, característica que originou seu nome popular. O corpo pode medir mais de um metro de comprimento, enquanto a língua, usada para capturar formigas e cupins, chega a cerca de 60 centímetros.
Sem dentes e com visão limitada, o tamanduá-bandeira utiliza principalmente o olfato para localizar alimento e identificar possíveis ameaças. As patas dianteiras possuem garras fortes, usadas para abrir cupinzeiros e formigueiros.
Especialistas apontam que a espécie desempenha papel importante no equilíbrio ambiental. Um único tamanduá-bandeira pode consumir aproximadamente 30 mil formigas e cupins por dia, ajudando no controle natural desses insetos.
Apesar da importância ecológica, o animal é classificado como vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e pelo Ministério do Meio Ambiente. Entre as principais ameaças estão a destruição do habitat, queimadas, atropelamentos e caça ilegal.
A orientação de especialistas é para que a população mantenha distância do animal, evite perseguições e não tente alimentá-lo. Em casos de risco ou ferimentos, a recomendação é acionar a Polícia Ambiental ou órgãos de proteção animal.
