A Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Araçatuba, deflagrou na manhã desta sexta-feira (8) a operação “Última Cobrança”, voltada ao combate de crimes de associação criminosa, extorsão, lavagem de dinheiro e usura.
A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araçatuba, com apoio operacional de todas as unidades do DEIC do município, equipes da Delegacia Seccional de Polícia de Araçatuba e duas equipes da DEIC/GOE de São José do Rio Preto.
Durante a operação, os policiais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Araçatuba e dois em São José do Rio Preto. Também foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária expedidos contra os investigados. Ao todo, foram presas três mulheres e dois homens.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que o grupo atuava na prática de agiotagem, cobrando juros considerados abusivos e utilizando ameaças graves para realizar cobranças de dívidas. Os investigados também são suspeitos de subtrair bens e valores das vítimas como forma de garantir os pagamentos.
Nas diligências, os policiais apreenderam R$ 32.141 em dinheiro, anotações relacionadas à prática de empréstimos ilegais, celulares, notebooks e aparelhos eletrônicos entregues por vítimas como garantia dos empréstimos.
Ainda de acordo com a polícia, também foram localizados um simulacro de pistola, que possivelmente era utilizado para intimidar vítimas, além de munições de diferentes calibres. Um dos investigados acabou preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogadas ou convertidas em prisão preventiva, conforme o andamento das investigações. Para a operação, foram mobilizados cerca de 50 policiais civis e 12 viaturas das cidades de Araçatuba e São José do Rio Preto.
A Polícia Civil orienta que vítimas de ameaças, cobranças abusivas ou agiotagem procurem imediatamente uma unidade policial para registro da ocorrência. Somadas, as penas dos crimes investigados podem chegar a 30 anos de prisão. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e apurar novos crimes ligados ao grupo criminoso.
