A Polícia Civil deu continuidade nesta terça-feira (26) à Operação Hígia, iniciada nesta segunda-feira (25) em Birigui, e apontou uma série de irregularidades em farmácias fiscalizadas no município. Segundo informações preliminares apuradas durante as diligências, praticamente todos os estabelecimentos vistoriados apresentaram problemas relacionados ao controle e à documentação de medicamentos.
Entre as irregularidades constatadas pelas equipes estão a existência de receitas médicas em branco, prescrições com rasuras e falhas no armazenamento e no controle de medicamentos sujeitos a fiscalização especial. A operação é uma continuidade das ações iniciadas na manhã de segunda-feira (25), quando a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão como parte da investigação sobre a possível circulação de medicamentos falsificados.
O foco inicial da apuração é o medicamento Rybelsus, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2. O inquérito foi instaurado após notícia-crime apresentada pela fabricante Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda., que comunicou suspeitas sobre a circulação de unidades supostamente adulteradas do produto.
O mandado judicial foi expedido pela Vara Regional das Garantias da 2ª Região Administrativa Judiciária (RAJ) de Araçatuba e cumprido em endereços ligados aos investigados. Em um imóvel residencial relacionado aos alvos da investigação, os policiais localizaram um estoque considerado expressivo de medicamentos controlados armazenados sem documentação fiscal, rastreabilidade ou comprovação de regularidade sanitária.
Diante da situação, a Vigilância Sanitária de Birigui foi acionada e realizou vistoria técnica no local. Após a inspeção, foram lavrados auto de infração e termo de apreensão administrativa. Aproximadamente 150 caixas de medicamentos foram recolhidas, entre antibióticos e medicamentos controlados como Clonazepam, Amoxicilina, Risperidona e Dimorf.
De acordo com a Polícia Civil, o material apreendido será analisado e o inquérito seguirá em andamento para aprofundamento das investigações, identificação da origem dos produtos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos. Até o momento, não houve divulgação de prisões relacionadas ao caso.

