Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante na madrugada deste sábado (16), em Presidente Prudente (SP), suspeita de abandonar a própria filha, de 6 anos, sozinha em casa durante a noite para dormir na residência do namorado. A criança foi localizada por policiais militares chorando e descalça no quintal do imóvel, no Conjunto Habitacional João Domingos Netto.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a Polícia Militar foi acionada após moradores perceberem que a menina estava desacompanhada. Conforme relatos, por volta das 5h, a criança teria sido vista sozinha, repetindo que a mãe retornaria em breve.
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram vizinhos reunidos em frente à residência. Como não havia nenhum responsável no local, os agentes pularam o muro da casa e encontraram a menina no quintal.
De acordo com a polícia, a criança informou que estava sozinha, mas afirmou que a mãe voltaria. Pouco tempo depois, a mulher chegou ao imóvel e declarou aos policiais que havia passado a noite na casa do namorado.
Em depoimento, a suspeita alegou que teria deixado a filha dormindo sob os cuidados da avó materna e do padrasto, que saíram para trabalhar por volta das 5h. Segundo sua versão, a criança teria permanecido sozinha apenas por um curto período até seu retorno.
No entanto, testemunhas ouvidas pela polícia apresentaram outra versão dos fatos. Moradores relataram que a menina teria permanecido sozinha durante toda a noite e afirmaram que situações semelhantes já teriam ocorrido anteriormente. Segundo os relatos, era comum a criança permanecer no quintal chorando e dizendo que estava desacompanhada.
Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado e adotou medidas de proteção à criança, que ficou sob guarda provisória do avô paterno.
A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de abandono de incapaz, previsto no Código Penal, e permaneceu presa à disposição da Justiça. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e apurar as circunstâncias da ocorrência.
Por questões éticas e de proteção à criança, a identidade da menor não foi divulgada pelas autoridades.
