A região de Araçatuba registrou a concessão do auxílio-aluguel para 204 mulheres vítimas de violência doméstica em pouco mais de um ano de funcionamento do programa estadual. Os dados, divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), mostram que foram investidos R$ 546,5 mil na região entre fevereiro de 2025 e abril de 2026.
No estado de São Paulo, a iniciativa já beneficiou mais de 7,5 mil mulheres, com investimento superior a R$ 21,4 milhões, alcançando 591 municípios paulistas. O levantamento considera os repasses efetuados desde o início da política pública, criada para oferecer suporte financeiro a mulheres em situação de vulnerabilidade decorrente da violência doméstica.
O programa, instituído pelo Governo do Estado de São Paulo, prevê o pagamento mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. A proposta é oferecer condições para que mulheres possam deixar ambientes marcados pela violência e reorganizar a vida com maior segurança.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, a abrangência do benefício demonstra o papel da rede municipal de assistência social como principal porta de entrada para o atendimento. O cadastramento é realizado pelos serviços municipais dos municípios participantes, responsáveis pela análise inicial da situação de vulnerabilidade das interessadas.
A secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, afirmou que o auxílio busca garantir suporte concreto às mulheres em processo de ruptura de relações abusivas.
“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel não é apenas um suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, declarou a secretária.
Quem pode solicitar o benefício
Podem solicitar o auxílio mulheres que:
- Possuam medida protetiva expedida pela Justiça;
- Morem no Estado de São Paulo;
- Estejam em situação de vulnerabilidade social;
- Tenham renda familiar de até dois salários mínimos até o momento da separação.
Após a aprovação do cadastro, o valor é depositado diretamente às beneficiárias por meio de uma Poupança Social do Banco do Brasil.
Além da ajuda financeira, o programa também integra outras políticas públicas de acolhimento e proteção, incluindo orientação social, acompanhamento psicológico e encaminhamento para serviços especializados.
Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência doméstica podem procurar atendimento nos seguintes serviços:
Assistência Social: CRAS, CREAS e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
Saúde: Unidades Básicas de Saúde (UBS), prontos-socorros e hospitais;
Segurança Pública: Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), distritos policiais, batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros;
Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou buscar atendimento especializado nos serviços de proteção à mulher disponíveis no município.
