O fim da escala 6×1 pode beneficiar diretamente 4.282.744 trabalhadores em São Paulo. O número corresponde ao total de pessoas no estado que hoje atuam no modelo de seis dias de trabalho por um de descanso e que, com a mudança, passariam para a escala 5×2, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego divulgado pelo governo federal.
Os dados mostram que São Paulo possui 8.213.066 trabalhadores já inseridos na escala 5×2, o equivalente a 65,73% do total identificado. Outros 34,27% estão atualmente submetidos à escala com apenas um dia de descanso semanal.
A mudança integra a proposta do governo federal para reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também prevê dois dias de descanso remunerado e proíbe redução salarial. Segundo a Casa Civil, o projeto foi enviado ao Congresso Nacional em abril de 2026.
Em âmbito nacional, o levantamento do MTE identificou a jornada de 44,7 milhões de trabalhadores. Desse total, cerca de um terço atua no regime 6×1, o equivalente a 14,9 milhões de pessoas que poderiam ser beneficiadas pela mudança para o modelo 5×2.
Os dados também apontam que 38,6 milhões de trabalhadores no país cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre eles, 37,2 milhões trabalham atualmente 44 horas por semana, enquanto 1,4 milhão atua entre 40,1 e 43,9 horas semanais.
Em São Paulo, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas alcançaria 10.722.063 trabalhadores. A medida teria impacto em diferentes setores econômicos, especialmente comércio, serviços, indústria e logística.
Regionalmente, o Sudeste concentra o maior contingente de trabalhadores na escala 6×1, com 7 milhões de pessoas. Na sequência aparecem Sul, com 2,9 milhões; Nordeste, com 1,97 milhão; Centro-Oeste, com 1,34 milhão; e Norte, com 751,7 mil.
Entre os estados, São Paulo lidera em número absoluto de trabalhadores na escala 6×1, com 4,28 milhões. Depois aparecem Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, todos com mais de 1 milhão de trabalhadores nesse modelo de jornada.
Na Câmara dos Deputados, o tema também é discutido por meio de propostas relacionadas ao fim da escala 6×1. Em 13 de maio de 2026, a Câmara informou que houve acordo em torno de uma jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários.
