Uma ação da Força Tática da Polícia Militar impediu o que poderia terminar em execução na tarde desta segunda-feira (13), em Araçatuba. Os policiais localizaram um cativeiro no bairro Mão Divina e libertaram um homem que, segundo as investigações iniciais, seria submetido a um “tribunal do crime”.
A operação teve início após uma denúncia anônima indicar que uma pessoa havia sido sequestrada e mantida em uma casa desabitada na periferia da cidade. Com base nas informações, equipes cercaram o imóvel e encontraram a vítima sob custódia de um suspeito armado com uma faca.
Além deles, uma terceira pessoa estava no local e alegou ter ido até o imóvel apenas para uso de drogas. Todos foram conduzidos ao plantão policial.
Vítima relata sequestro e ameaça de execução
A vítima contou aos policiais que foi abordada enquanto andava de bicicleta por uma rua do bairro. Segundo o relato, vários homens o levaram até o imóvel abandonado.
No local, ele teria sido informado de que seria “julgado” por suposto envolvimento na morte de uma mulher ocorrida dias antes. Ainda conforme o depoimento, parte do grupo deixou o cativeiro para buscar armas de fogo e um suposto vídeo que comprovaria a participação dele no crime.
Durante esse período, o homem permaneceu vigiado por um dos suspeitos, que foi detido no momento da ação policial.
Ligação com morte de mulher no bairro Beatriz
A suspeita levantada pelos criminosos está relacionada à morte de Adriana Ventura Teixeira, conhecida como Adrianinha, encontrada no domingo (12) no bairro Beatriz, também em Araçatuba.

O corpo da vítima foi localizado dentro da residência após vizinhos perceberem um forte odor. Peritos constataram sinais de violência, e a principal linha de investigação da Polícia Civil é de feminicídio. Há indícios de que a morte tenha ocorrido dias antes da descoberta.
A vítima resgatada pela PM negou qualquer participação no crime e afirmou não conhecer a mulher.
Caso segue em investigação
O suspeito que estava no cativeiro negou envolvimento no sequestro, mas a versão não convenceu os policiais diante das circunstâncias e do relato da vítima. O delegado responsável pelo caso deve ouvir todos os envolvidos para definir as medidas legais cabíveis.
A Polícia Civil trabalha agora para identificar outros possíveis participantes do sequestro e esclarecer tanto a tentativa de “tribunal do crime” quanto a morte da mulher encontrada no bairro Beatriz.
Casos desse tipo acendem alerta para a atuação de grupos criminosos que tentam impor julgamentos paralelos, prática considerada ilegal e combatida pelas forças de segurança.
Veja vídeo de live feita pelo RP10 no plantão policial:
