O empresário argentino Mariano Páez, pai da influenciadora e advogada Agostina Páez, foi filmado fazendo gestos semelhantes aos de um macaco em um bar na cidade de Santiago del Estero, no norte da Argentina. As imagens passaram a circular nas redes sociais e geraram repercussão poucos dias após a filha do empresário deixar o Brasil, onde responde a um processo por injúria racial.
O episódio teria ocorrido na última quinta-feira (2), menos de 24 horas após Agostina retornar ao país natal. A advogada recebeu autorização da Justiça brasileira para viajar após pagar uma caução equivalente a 60 salários mínimos, valor que ultrapassa R$ 97 mil.
Nos vídeos divulgados nas redes sociais, Mariano Páez aparece realizando gestos semelhantes aos de um macaco. Em outra gravação, ele afirma ter arcado com o pagamento da quantia exigida para a liberação da filha no Brasil e faz críticas ao Estado argentino. “Nojo, tenho nojo do Estado. Não vivo da política. Sou um empresário, milionário, agiota e um traficante”.
Após a repercussão do caso, o empresário afirmou que as imagens que circulam na internet teriam sido manipuladas por meio de inteligência artificial. A declaração foi feita em resposta às críticas recebidas nas redes sociais após a divulgação dos vídeos.
A própria Agostina Páez comentou o episódio em suas redes sociais e declarou não ter relação com a atitude do pai. Segundo a advogada, ela estava em casa no momento do ocorrido e não pode ser responsabilizada pelas ações de Mariano.
“Não tenho absolutamente nada a ver com o que está circulando. Estava em casa, cercada por amigos que estiveram ao meu lado durante todo esse tempo. Ele [referindo-se ao pai] estava lá e me apoiou durante esse momento difícil, mas eu não posso e não me cabe ser responsabilizada por suas ações”, declarou a advogada.
De acordo com a imprensa argentina, Mariano Páez também possui histórico recente de problemas com a Justiça. Em novembro de 2025, ele foi preso após ser acusado de violência doméstica pela companheira. O empresário permaneceu cerca de um mês sob custódia e foi liberado posteriormente, permanecendo sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Relembre o caso
O caso envolvendo Agostina Páez no Brasil ocorreu em 14 de janeiro, em um bar localizado em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Funcionários do estabelecimento relataram ter sido alvo de insultos raciais durante uma discussão relacionada ao pagamento da conta.
Segundo as investigações da Polícia Civil, a turista teria utilizado o termo “negro” de forma pejorativa ao se dirigir a um funcionário e realizado gestos e sons semelhantes aos de um macaco. As ações foram registradas em vídeo pelas vítimas e confirmadas após análise das câmeras de segurança do local.
Durante a apuração, agentes ouviram testemunhas e reuniram elementos considerados suficientes para esclarecer a dinâmica dos fatos. Três dias após o episódio, Agostina prestou depoimento à polícia e teve o passaporte apreendido.
Antes da ordem de prisão preventiva, a influenciadora publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar emocionalmente abalada e com medo da possibilidade de ser presa. Em entrevista concedida posteriormente no consulado argentino, ela afirmou ter pedido desculpas aos funcionários envolvidos durante o processo.
