Uma cuidadora de idosos de 33 anos procurou o plantão policial de Araçatuba na tarde desta terça-feira (28) para registrar um boletim de ocorrência por ameaça e injúria. Segundo o relato da vítima, ela vem sendo alvo de ofensas e ameaças por parte de um homem identificado apenas pelo primeiro nome, que se apresenta como namorado da proprietária do imóvel onde ela reside.
A vítima mora há cerca de quatro anos em um apartamento alugado no Conjunto Habitacional Doutor Antonio Villela Silva, em Araçatuba. O contrato foi firmado com a proprietária, no valor mensal de R$ 700,00.
De acordo com o boletim de ocorrência, a inquilina sofreu um acidente no ano passado, fraturando o braço, o que a impediu temporariamente de trabalhar como cuidadora de idosos. O fato gerou um atraso pontual no pagamento do aluguel, mas a situação foi comunicada à proprietária e, posteriormente, regularizada.
No entanto, na época do atraso, a vítima passou a receber mensagens e áudios de um suposto cobrador, que se identificou como namorado da dona do imóvel. Nas mensagens, ele teria proferido xingamentos como “vagabunda” e “biscate”, além de afirmar que poderia ir à polícia ou “a qualquer lugar”, pois nada lhe aconteceria, alegando ter contato tanto com policiais quanto com criminosos da cidade.
Após um período sem novas investidas, o conflito teria recomeçado por causa de um reajuste no valor do aluguel. A proprietária teria sugerido o valor de R$ 1.000,00 mensais, o que a inquilina disse não ter condições de pagar, manifestando a intenção de desocupar o imóvel e pedindo prazo para isso – o que teria sido aceito inicialmente.
Apesar disso, após pagar os R$ 700,00 referente ao contrato, a mulher passou a ser cobrada pelos R$ 300,00, referente ao reajuste imposto verbalmente pela proprietária do imóvel. Na noite do último sábado (25), a mulher recebeu uma ligação telefônica do mesmo autor. A conversa foi automaticamente gravada pelo celular da vítima.
Durante a ligação, o homem teria voltado a ofendê-la e proferido ameaças graves, afirmando que ela não deveria se preocupar apenas com sua própria vida, mas também com a de sua filha, uma menor de idade. Ele também teria dito que iria matá-la e que poderia mandar terceiros para executar o crime.
A vítima declarou à polícia que nunca viu pessoalmente o autor, possuindo apenas o primeiro nome dele e uma fotografia obtida por meio de redes sociais da proprietária do imóvel. A inquilina afirmou que compareceu à delegacia por temer por sua integridade física e pela segurança da filha.
O caso foi registrado como ameaça e injúria. A vítima foi orientada sobre o prazo decadencial de seis meses para oferecer representação criminal na delegacia da área do fato. O boletim será remetido para a unidade policial competente.
